Política

TJ-SP mantém condenação de advogado que ligou Moraes ao PCC

Celso Vendramini terá de pagar R$ 50 mil por danos morais ao ministro do STF, após recurso ser negado nesta terça-feira
Por Redação
TJ-SP mantém condenação de advogado que ligou Moraes ao PCC
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O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) manteve, nesta terça-feira (24), a condenação do advogado criminalista Celso Vendramini, que ligou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

Vendramini foi condenado a pagar R$ 50 mil de indenização por danos morais a Moraes. Ele havia recorrido da decisão de primeira instância, mas o recurso foi negado pelo relator do caso, Mario Chiuvite Jr., que manteve a condenação.

A acusação ocorreu durante um júri de dois policiais militares, quando Vendramini chamou o ministro Alexandre de Moraes de "advogado do PCC". Segundo o TJ-SP, a conduta do advogado configura a prática de ato ilícito.

Contexto da Decisão Judicial

Em sua defesa, o advogado argumentou que estava protegido pela imunidade profissional e no exercício de suas funções. No entanto, o argumento foi rejeitado pela Justiça paulista.

A decisão do TJ-SP destaca que imputar falsamente a alguém, em sessão pública e formal, um vínculo com organização criminosa é um fato intrinsecamente ofensivo. Isso atinge a honra objetiva e subjetiva do ofendido, mesmo que seja uma pessoa pública.

O tribunal também diferenciou a crítica institucional legítima da atribuição de fatos criminosos inverídicos. A Corte enfatizou que a declaração foi proferida em um ambiente solene, perante jurados, magistrada, membros do Ministério Público e outros operadores do direito.

A decisão que mantém a condenação de Celso Vendramini reforça a jurisprudência sobre os limites da liberdade de expressão no exercício da advocacia, especialmente quando envolve acusações graves contra autoridades públicas como Alexandre de Moraes.