O ministro publicitário Sidônio Palmeira vai continuar à frente da Secretaria de Comunicação Social (Secom) até o fim do atual mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Essa decisão veio de um pedido direto de Lula a Sidônio, que, por sua vez, aceitou permanecer no cargo, mudando os planos iniciais para a próxima campanha eleitoral.
Sidônio Palmeira é um nome chave para o PT. Ele foi o responsável por coordenar a vitoriosa campanha de Lula em 2022 e, por causa disso, era amplamente esperado que ele reassumisse essa função crucial na disputa pela reeleição em 2026. Para fazer isso, contudo, ele precisaria se afastar do governo. Mas, como agora ele vai permanecer na Secom, Lula precisará encontrar um novo estrategista para a campanha.
Quem assume a estratégia da campanha?
Com Sidônio focado na comunicação do governo, um nome forte que está sendo considerado para liderar a campanha é o do publicitário Raul Rabelo. Raul é ex-sócio de Sidônio e trabalhou em diversas campanhas do PT, especialmente aquelas que aconteciam na Bahia quando Sidônio estava mais dedicado às disputas locais. Essa proximidade e o histórico de trabalho em conjunto mostram que a transição, se Raul for o escolhido, será bastante alinhada à visão de Sidônio.
Apesar de não estar diretamente na rotina da campanha, a permanência de Sidônio na Secom não significa que ele ficará distante da estratégia eleitoral de Lula. Pelo contrário, sua forte ligação com Raul Rabelo deve garantir que ele continue tendo bastante influência nas decisões e ações eleitorais do presidente. Além disso, Sidônio já tem sido uma voz importante na comunicação do PT, que hoje é comandada pelo também baiano Éden Valadares.
A conversa entre o presidente e o ministro aconteceu na semana passada. Lula e sua equipe acreditam que o governo não pode diminuir o ritmo ou parar de trabalhar em suas ações por causa do período eleitoral. Manter Sidônio na Secom é uma forma de garantir a continuidade e a eficácia da comunicação governamental.
Essa articulação demonstra a prioridade do governo em manter a execução de suas políticas e a comunicação ativa com a população, mesmo com as movimentações políticas e eleitorais se intensificando. A decisão de Lula busca equilibrar a gestão governamental com a preparação para os desafios futuros, contando com figuras estratégicas como Sidônio Palmeira em posições de liderança.

