O Psol tomou uma decisão importante neste sábado, 7: o partido rejeitou a proposta de formar uma federação partidária com o PT. A ideia de unir as duas legendas, que tinha defensores de peso como o ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência da República, e a deputada federal Erika Hilton, não encontrou maioria na votação interna.
A votação foi clara: 47 votos foram contrários à federação com o PT, enquanto apenas 15 membros votaram a favor da iniciativa. Essa federação, caso aprovada, faria com que Psol e PT atuassem como uma única bancada no Congresso e em outras esferas políticas por um período mínimo de quatro anos, compartilhando tempo de TV e fundo partidário, mas mantendo suas identidades.
Apoio a Lula Confirmado
Apesar da negativa em se unir formalmente ao PT, o Psol fez questão de reafirmar seu apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de outubro. Essa decisão solidifica uma aliança que já foi crucial em 2022. Naquele ano, o Psol tomou uma atitude histórica: pela primeira vez, abriu mão de lançar um candidato próprio à Presidência da República para apoiar a chapa de Lula, contribuindo significativamente para a vitória.
Com a porta fechada para a federação com o PT, o Psol continuará sua caminhada unificado apenas com a Rede Sustentabilidade. Os dois partidos já estão federados desde 2022, e essa parceria segue firme. O sistema de federação partidária permite que legendas distintas atuem de forma conjunta em diversas frentes políticas e eleitorais, somando suas forças e recursos para atingir objetivos em comum, sem que um partido perca totalmente sua autonomia em decisões internas.
Rede na Bahia e as Prioridades Locais
Marcelo Carvalho, presidente da Rede na Bahia, comentou a situação em entrevista ao Portal A TARDE, destacando a continuidade do apoio ao chefe do executivo. Ele enfatizou que
"ainda é de acordo o apoio de ambos os partidos à reeleição do Presidente Lula."Carvalho também ressaltou as prioridades específicas da Rede no estado da Bahia, afirmando que a legenda tem como foco principal a eleição para bancada federal e bancada estadual. Isso demonstra que, mesmo com o alinhamento na esfera presidencial, cada partido mantém suas estratégias regionais.
A decisão do Psol de não federar com o PT, mas de manter o apoio a Lula, é um movimento que busca equilibrar a defesa de sua identidade e pautas próprias com a necessidade de fortalecer um projeto político mais amplo no cenário nacional. É uma forma de contribuir com a base governista sem abrir mão de uma certa independência.

