O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, pode solicitar novos esclarecimentos que ameaçam a permanência do ex-presidente Jair Bolsonaro, 69 anos, em prisão domiciliar. O magistrado analisa o motivo da Polícia Militar do Distrito Federal (PM-DF) ter trocado o carregador da tornozeleira eletrônica do ex-presidente.
A PM-DF informou ao STF, nesta quarta-feira (1º), a ocorrência envolvendo a troca do carregador da tornozeleira eletrônica de Bolsonaro. O motivo da substituição, no entanto, não foi detalhado pela corporação à Corte. De acordo com as informações enviadas ao Supremo, o carregador foi substituído na madrugada de domingo (29), entre 00h34 e 01h03.
A policial penal Rita de Cássia Gaio foi a responsável pela troca do componente. No ano passado, a servidora ficou conhecida por ter entrado na residência de Bolsonaro após uma tentativa de violação da tornozeleira com um ferro de solda.
Com base nas informações prestadas pela PM, Moraes, relator do caso, poderá pedir esclarecimentos adicionais sobre os motivos da substituição do carregador da tornozeleira. Esta é a segunda vez em uma semana que o ministro pede explicações sobre o monitoramento do ex-presidente.
Contexto da prisão domiciliar
No início da semana, Moraes já havia determinado que a defesa do ex-presidente explicasse uma postagem em que o filho, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, afirma estar gravando um vídeo e mostrando ao pai, que está em prisão domiciliar. A situação da troca do carregador da tornozeleira eletrônica se soma a este cenário de monitoramento rigoroso.
A prisão domiciliar de Jair Bolsonaro é um tema de grande repercussão política e jurídica no Brasil. Qualquer alteração ou incidente relacionado ao seu monitoramento eletrônico é acompanhado de perto pelas autoridades e pela imprensa.

