Três militares do Exército, condenados por tentativa de golpe de Estado, foram presos na manhã desta sexta-feira (10) pela própria Força. As prisões ocorreram após a condenação pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por disseminar notícias falsas e buscar instabilidade institucional.
Os detidos são o major da reserva Ângelo Denicoli, o subtenente Giancarlo Rodrigues e o tenente-coronel Guilherme Almeida. Eles cumprirão a pena em estabelecimento militar, conforme previsto para agentes da corporação, pois o Exército se responsabiliza pela custódia.
Ao todo, o STF condenou sete pessoas no chamado núcleo 4 da investigação. Segundo o G1, dois militares ainda estão foragidos: o coronel Reginaldo Abreu, nos Estados Unidos, e Carlos César Moretzsohn Rocha, no Reino Unido.
Entenda as condenações e o contexto do caso
Os réus foram sentenciados pelo Supremo em 21 de outubro de 2025. De acordo com a Procuradoria Geral da República (PGR), o grupo utilizou a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para espionar adversários políticos. Além disso, os condenados são acusados de criar e espalhar informações falsas contra o processo eleitoral, instituições democráticas e autoridades.
As penas variam de 7 anos e 6 meses a 17 anos em regime inicial fechado, além de dias-multa. Os outros condenados, que não são militares, devem ser presos pela Polícia Federal (PF) e encaminhados para presídios civis. A ação do Exército reforça a responsabilidade da Força na custódia de seus membros, mesmo após a condenação judicial.

