O ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, foi preso em Caracas e levado para Nova York, nos Estados Unidos, onde vai responder na Justiça. Ele está no Centro de Detenção Metropolitano (MDC) do Brooklyn, a única unidade federal localizada na cidade.
Mas o que chama a atenção é que essa prisão de segurança máxima, conhecida por abrigar detentos considerados de alta periculosidade, já foi o destino de outras figuras conhecidas, incluindo o ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin.
Maduro e a esposa, Cilia Flores, foram acusados formalmente de crimes graves. Entre as acusações estão conspiração para narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos explosivos, e conspiração para posse de metralhadoras.
O MDC Brooklyn abriu as portas no início da década de 1990, sob a responsabilidade do Departamento Penitenciário Federal dos EUA. É um local preparado para receber pessoas acusadas em processos federais de grande repercussão.
Além de Marin, que esteve lá em 2017, a lista de detentos famosos que passaram pelo centro inclui nomes como Joaquín Guzmán, conhecido como 'El Chapo', Ghislaine Maxwell e o empresário Sam Bankman-Fried. Atualmente, a prisão abriga cerca de 1.336 pessoas.
O Centro de Detenção Metropolitano é famoso pelo controle rígido. As celas são monitoradas 24 horas por dia, e o contato dos detentos com o mundo externo é bastante restrito. As visitas seguem protocolos muito rigorosos para garantir a segurança.
Por conta do perfil de Maduro e da gravidade das acusações, é bem possível que ele seja submetido a um regime de custódia especial dentro da unidade, com medidas de segurança ainda mais específicas.

