A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) fez um pedido oficial ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quinta-feira, 27 de junho. O objetivo é conseguir uma autorização para que o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) possa visitá-lo no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, no Distrito Federal.
O requerimento foi entregue diretamente ao ministro Alexandre de Moraes. É ele quem supervisiona as condições da detenção de Bolsonaro e precisa dar o aval para que aliados e outras pessoas tenham acesso ao ex-presidente.
Restrições aumentam na Papuda
Mesmo que o ministro Alexandre de Moraes costumasse aceitar pedidos de visitas com teor político, o clima na Papuda ficou mais rígido recentemente. Nos últimos dias, o magistrado negou a entrada de duas figuras próximas de Bolsonaro: Valdemar Costa Neto, presidente do PL, e o senador Magno Malta (PL-ES).
A situação de Valdemar Costa Neto é diferente porque ele também está sendo investigado no mesmo inquérito que apura a suposta trama golpista. Por isso, as regras impedem o contato entre pessoas envolvidas na mesma investigação. Já no caso de Magno Malta, o ministro informou que o senador tentou entrar no presídio sem autorização na semana passada, usando suas "prerrogativas parlamentares" para tentar acessar áreas de segurança máxima, o que foi barrado.
Acompanhamento de perto do caso Nikolas Ferreira
A situação envolvendo Nikolas Ferreira, deputado por Minas Gerais, está sendo acompanhada com atenção pelo tribunal. Recentemente, Moraes proibiu qualquer tipo de manifestação nas proximidades da Papuda e ordenou que os acampamentos de apoiadores fossem desmontados. A decisão mencionou, inclusive, a "Caminhada da Paz", um evento organizado por Nikolas contra o STF, que estava programado para chegar à capital federal no último dia 22.
Como é a rotina de Bolsonaro na prisão
Bolsonaro está detido na Papudinha desde a segunda quinzena de janeiro, após ser transferido da Superintendência da Polícia Federal. O ex-presidente está cumprindo uma pena de 27 anos e três meses por liderar uma tentativa de golpe de Estado.
Atualmente, o fluxo de visitas na penitenciária é muito controlado. Além da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, dos advogados e da equipe médica, qualquer outra entrada depende da autorização do ministro Alexandre de Moraes. Os encontros liberados acontecem apenas às quartas e quintas-feiras, divididos em três períodos entre as 8h e as 16h.

