Um projeto de lei em tramitação na Câmara Municipal de Salvador, na Bahia, promete uma mudança significativa para as famílias que consideram seus animais de estimação verdadeiros membros do lar. A proposta, apresentada pela vereadora Marcelle Moraes (União Brasil), quer autorizar o sepultamento de cães e gatos nos mesmos jazigos de seus tutores nos cemitérios da capital baiana.
Essa iniciativa reflete uma crescente sensibilidade da sociedade em relação ao papel dos pets. Hoje, muitos enxergam seus animais como filhos, companheiros inseparáveis que trazem alegria e conforto para o dia a dia. Para essas famílias, a despedida de um animal é um momento de luto tão profundo quanto a perda de um parente próximo.
Como funcionaria a nova regra?
Se aprovado, o texto estabelece que o sepultamento dos animais poderá acontecer em campas e jazigos que pertençam às famílias dos tutores. Claro, tudo isso dependeria de uma regulamentação específica do serviço funerário municipal para garantir a organização e os procedimentos adequados.
É importante destacar que as despesas relacionadas ao sepultamento do animal ficariam sob responsabilidade da família concessionária do jazigo. Além disso, a proposta prevê que os cemitérios particulares terão a liberdade de criar suas próprias regras, desde que respeitem a legislação vigente.
Um avanço sensível para as famílias
“Os animais de estimação são membros das famílias. O vínculo afetivo é real, profundo e merece respeito inclusive no momento da despedida. Essa proposta reconhece uma mudança cultural da nossa sociedade e garante às famílias o direito de homenagear seus pets com dignidade.”
Foi o que detalhou a vereadora Marcelle Moraes, autora do projeto. Ela ressaltou que a ideia nasce da forte ligação emocional que se forma entre os pets e seus humanos. Segundo a vereadora, a lei seria um reconhecimento dessa ligação e um passo à frente nas práticas funerárias, oferecendo uma opção mais humana e acessível para quem deseja manter seus companheiros peludos por perto, mesmo depois da morte.
“A nossa proposta é oferecer uma alternativa mais acessível e respeitosa às famílias que desejam manter seus animais próximos, inclusive após o falecimento. É um avanço nas práticas funerárias e um gesto de sensibilidade do poder público.”
A iniciativa da vereadora Marcelle Moraes segue agora em análise pelas comissões temáticas da Câmara Municipal, aguardando os próximos passos para se tornar uma realidade em Salvador.

