Um cão comunitário foi pintado na última quinta-feira (26) no campus da Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc), em Criciúma, Santa Catarina. O caso, que pode ter sido um trote, gerou forte repercussão e revolta entre internautas e defensores da causa animal, que classificaram o episódio como maus-tratos.
A Unesc instaurou um procedimento interno para apurar o ocorrido. Segundo voluntários que acompanham o animal, a pintura atingiu regiões sensíveis, como a área dos olhos e do ânus do cão.
Especialistas alertam que o uso de substâncias químicas em animais pode provocar reações alérgicas, intoxicações e irritações na pele. A exposição prolongada a esses produtos também eleva os níveis de estresse e pode agravar o quadro clínico, conforme a composição da tinta utilizada.
Investigação e Repercussão
A universidade informou, em nota oficial, que o episódio teria ocorrido fora dos limites físicos da instituição. No entanto, a Unesc abriu investigação para verificar a possível participação de estudantes no ato.
O regimento interno da Unesc proíbe qualquer tipo de trote que não tenha caráter solidário. A instituição lamentou o ocorrido e reforçou que as medidas disciplinares cabíveis serão adotadas após a conclusão da apuração, respeitando o devido processo legal.
O caso também mobilizou entidades estudantis. A atlética do curso de Psicologia divulgou nota repudiando a ação e negando envolvimento, afirmando que colabora para identificar os responsáveis. A atlética dos cursos de Comunicação classificou o episódio como inaceitável e destacou que práticas como essa não representam os valores da comunidade acadêmica, reforçando a necessidade de responsabilização dos envolvidos.

