A comoção pela morte do cão Orelha, brutalmente agredido por adolescentes na Praia Brava, em Florianópolis, Santa Catarina, transbordou para as ruas de diversas cidades brasileiras durante o último fim de semana. Manifestantes, incluindo tutores de animais e ativistas da causa animal, saíram às ruas em atos públicos para clamar por justiça e exigir punições mais severas para casos de maus-tratos.
Bahia se une ao coro nacional por justiça
Em Salvador, na Bahia, o Farol da Barra se tornou palco de um dos protestos na manhã de domingo, 1º de setembro. A capital baiana, assim como outras grandes cidades, demonstrou sua indignação com a violência contra os animais, reforçando a crescente preocupação da sociedade brasileira com a proteção animal.
Por todo o país, a cena se repetiu, mostrando a força da mobilização. Em São Paulo, o icônico vão do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp) e a movimentada Avenida Paulista foram tomados por manifestantes com cartazes e seus próprios pets, simbolizando o luto e a luta por Orelha. No Rio de Janeiro, a causa movimentou o Aterro do Flamengo, às 10h, e Copacabana, às 16h, com caminhadas pacíficas, mas firmes em seu propósito.
Onda de manifestações atinge diversas regiões
Belo Horizonte, em Minas Gerais, também viu sua Feira Hippie ser palco de um ato que começou às 10h. A comoção se espalhou por outras capitais e cidades importantes, mostrando a capilaridade do movimento. Houve mobilizações na própria Florianópolis, onde o crime aconteceu, além de Balneário Camboriú (SC), Maringá (PR), Vitória (ES), Fortaleza (CE) e Belém (PA).
Ainda no sábado, 31 de agosto, dias antes dos grandes atos de domingo, protestos já haviam ecoado em Curitiba, no Paraná, e na capital federal, Brasília, indicando que a indignação vinha crescendo. Esses atos em diferentes datas e locais sublinham a gravidade do problema e a demanda urgente por ações concretas para proteger os animais.
O apelo unânime dos manifestantes em todas as cidades era claro: eles querem justiça para Orelha e que o caso sirva de alerta para a necessidade de punições mais rigorosas. A sociedade exige que a legislação seja mais eficaz na proteção dos animais, combatendo a impunidade e garantindo que quem comete maus-tratos seja responsabilizado à altura do crime.
Essa mobilização nacional reflete uma mudança de paradigma na forma como a sociedade enxerga os animais, reconhecendo-os como seres sencientes que merecem respeito e proteção legal. A morte trágica de Orelha, embora dolorosa, acendeu um importante debate sobre a ética e a responsabilidade humana para com todas as formas de vida, impulsionando a busca por um futuro com mais compaixão e menos violência contra os animais.

