O ator baiano Wagner Moura e os pesquisadores Luciano Moreira e Mariângela Hungria integram a lista das 100 pessoas mais influentes do mundo, divulgada pela revista Time nesta quarta-feira (15). A publicação anual destaca nomes de relevância global em diversas áreas, como cultura, política, negócios, ciência, esportes e entretenimento.
A Time justificou o reconhecimento ao soteropolitano Wagner Moura pelo sucesso do filme "Agente Secreto". Segundo a revista, o ator possui um charme discreto e senso de humor que remetem à "velha Hollywood", tornando-o uma raridade entre os artistas contemporâneos.
Destaques da ciência brasileira
Mariângela Hungria, engenheira agrônoma e microbiologista, foi incluída na seção "Pioneiros" por seu trabalho na microbiologia do solo. A pesquisadora da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) é reconhecida internacionalmente por desenvolver soluções biológicas para a agricultura, como o uso de microrganismos que substituem fertilizantes sintéticos.
De acordo com a Time, as inovações de Mariângela Hungria são aplicadas globalmente e geraram uma economia de cerca de US$ 25 bilhões anuais para agricultores brasileiros, além de evitar a emissão de 230 milhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente.
Luciano Moreira, engenheiro agrônomo e entomologista, integra a seção "Inovadores". Ele lidera uma iniciativa que visa eliminar doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, como dengue, zika e chikungunya. A equipe de cientistas, da qual Moreira faz parte, opera uma fábrica em Curitiba, no Paraná, que produz mais de 80 milhões de ovos de mosquito por semana.
O método utilizado por Luciano Moreira consiste em infectar mosquitos com a bactéria Wolbachia, que inibe a transmissão de patógenos humanos. Os insetos infectados são liberados em cidades brasileiras para se reproduzirem com a população local de Aedes aegypti, gerando descendentes que também portam a bactéria e têm menor capacidade de transmitir as doenças. Essa ação é testada no Brasil desde 2014 e já foi aprovada pelo governo federal como uma medida eficaz no combate à dengue, estando presente em 14 países.

