Política

Vereadores de Santa Bárbara admitem votar Código Tributário sem ler projeto

Aprovação de Contribuição de Iluminação Pública (CIP) com valores altos gerou crise política no município baiano
Por Redação
Vereadores de Santa Bárbara admitem votar Código Tributário sem ler projeto
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Dez vereadores da base governamental de Santa Bárbara, na Bahia, admitiram em plenário não terem lido as 318 páginas do novo Código Tributário municipal antes de votarem pela sua aprovação. O projeto institui a Contribuição de Iluminação Pública (CIP) com valores considerados abusivos pela população.

A confissão ocorreu durante uma sessão extraordinária, convocada às pressas pelo prefeito Edifrancio Oliveira (PSD). A medida visou conter a indignação da comunidade diante da nova cobrança do Código Tributário.

Segundo os parlamentares, eles seguiram as orientações do Secretário de Finanças e da equipe técnica do governo. A análise independente do impacto financeiro do Código Tributário no bolso do cidadão não foi realizada.

Crise política e questionamentos sobre transparência

A aprovação do novo Código Tributário desencadeou uma crise política que expõe a fragilidade do processo legislativo municipal. Moradores e entidades locais pressionaram por uma revisão imediata dos valores da CIP, classificando a cobrança como “extorsiva”.

Especialistas jurídicos apontam que o episódio pode gerar desdobramentos legais, uma vez que a função fiscalizadora do Legislativo teria sido comprometida. A única voz divergente foi a do vereador Nai de Ló (Republicanos), que alertou para inconsistências no projeto desde o início da tramitação.

Diante do desgaste, a Câmara Municipal discute mecanismos para reduzir as alíquotas da CIP. Contudo, para a população, a admissão do “voto às cegas” deixou uma mancha de desconfiança que será eliminada apenas com o ajuste dos valores.