Uma rede de supermercados iniciou testes para implementar uma nova escala de trabalho, substituindo o tradicional 6x1 pelo modelo 5x2. A mudança, que busca aprimorar a rotina dos funcionários, está em fase experimental em algumas unidades do Grupo Supernosso.
A alteração visa concentrar a carga horária semanal de 44 horas em cinco dias, proporcionando dois dias consecutivos de descanso aos trabalhadores. Tradicionalmente, o setor supermercadista opera com a escala 6x1, onde os funcionários trabalham seis dias e folgam um.
Segundo a empresa, a adoção do 5x2 exige uma reorganização completa das funções operacionais, como caixas, repositores e açougueiros. As jornadas diárias são estendidas para aproximadamente nove horas, em vez das cerca de sete horas distribuídas ao longo de seis dias.
Impacto na rotina e no setor de supermercados
A nova escala de trabalho no supermercado implica ajustes em turnos e revezamentos para garantir a cobertura em horários de pico, fins de semana e feriados. O objetivo é manter o funcionamento ininterrupto das lojas sem sobrecarregar as equipes ou comprometer o atendimento ao cliente.
Para os trabalhadores, a proposta é associada a possíveis benefícios, como a redução do desgaste físico e emocional, menos deslocamentos semanais e uma organização mais previsível das folgas. A jornada 5x2 ganha visibilidade por oferecer mais tempo de descanso sem alterar o salário.
No varejo, onde a escala 6x1 sempre foi dominante, a mudança é vista como uma tentativa de equilibrar produtividade com qualidade de vida. Contudo, a adoção em larga escala depende de avaliações operacionais e de custos, especialmente em negócios que operam continuamente, como os supermercados na Bahia e no Brasil.
A discussão sobre a escala de trabalho não se limita às empresas. No Congresso Nacional, há propostas em análise que podem restringir ou extinguir a escala 6x1. Uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) já avançou na Comissão de Constituição e Justiça do Senado e aguarda votação em plenário.

