Política

Soldados israelenses atacam jornalistas da CNN na Cisjordânia

Fotojornalista foi agredido e equipe detida por duas horas enquanto registrava ataque de colonos e posto ilegal, segundo associação de imprensa
Por Redação
Soldados israelenses atacam jornalistas da CNN na Cisjordânia
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Soldados israelenses atacaram uma equipe de jornalismo da CNN na Cisjordânia, território palestino sob ocupação de Israel. O incidente ocorreu na quinta-feira (26), mas foi denunciado neste sábado (28) pela Foreign Press Association (FPA).

De acordo com Jeremy Diamond, correspondente da CNN em Jerusalém, o fotojornalista Cyril Theophilos foi agredido e seus colegas foram detidos por cerca de duas horas. A equipe tentava documentar as consequências de um ataque de colonos israelenses e a instalação de um posto avançado ilegal na região.

A FPA afirmou que o incidente "não foi um mal-entendido", mas sim um "ataque violento à liberdade de imprensa". Segundo a entidade, os soldados tentaram impedir as filmagens e ameaçaram confiscar o equipamento da equipe.

Um soldado das Forças de Defesa de Israel (IDF) aplicou um golpe no fotojornalista, jogando-o no chão e danificando sua câmera. "Apontar rifles para jornalistas e civis, agredir fisicamente um câmera e deter uma equipe são ações que ultrapassam todos os limites", declarou a FPA.

Reincidência e Contexto Regional

Este é o segundo episódio envolvendo a CNN neste mês. Dias antes, policiais israelenses fraturaram o pulso de um produtor do veículo. O caso anterior ocorreu quando jornalistas registravam fiéis muçulmanos que rezavam fora das muralhas da cidade antiga de Jerusalém, após terem o acesso à mesquita negado.

As Forças de Defesa de Israel (IDF) informaram que o comportamento dos soldados não representa a corporação e vai contra o que se espera dos militares. A IDF afirmou que o caso será investigado.

Israel ocupou a Cisjordânia e Jerusalém Oriental em 1967. Atualmente, cerca de 700 mil colonos israelenses vivem nesses territórios, ao lado de 3 milhões de palestinos. Os palestinos reivindicam as áreas, incluindo Jerusalém Oriental, como sua capital. O conflito na região se intensificou desde o início da guerra em Gaza, em outubro de 2023.