Ministros do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva intensificaram suas agendas públicas e anúncios federais pelo país. A movimentação ocorre às vésperas do prazo de 4 de abril, limite legal para a desincompatibilização de quem pretende disputar as eleições de 2024.
A expectativa é que cerca de 18 chefes de pastas deixem a Esplanada para concorrer a vagas no Legislativo ou em cargos do Executivo. Boa parte das agendas foi direcionada a estados estratégicos para esses auxiliares, com foco em entregas e inaugurações.
Impacto na Bahia e em outros estados
Na Bahia, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, ampliou sua presença em eventos ligados ao Novo PAC. Desde a última semana, ele passou por cidades como Itabuna e Salvador e deve seguir cumprindo compromissos no estado até o início de abril. A previsão é que seu último ato no cargo ocorra em um evento ao lado de Lula, na capital baiana, antes de se preparar para disputar uma vaga no Senado.
Em São Paulo, o ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, pré-candidato a deputado federal, intensificou visitas a municípios paulistas. O foco é o fortalecimento da agricultura familiar, além da participação em eventos relacionados ao setor.
Já o ministro do Esporte, André Fufuca, iniciou uma maratona de entregas de equipamentos esportivos, com passagens pelo Norte e Nordeste. No Maranhão, seu principal reduto, esteve em cidades como Chapadinha e Timon.
No Pará, o ministro das Cidades, Jader Filho, concentrou esforços em ações do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida. Em Santarém, ele participou da entrega simultânea de 2,2 mil moradias e recebeu elogios do presidente Lula.
Outros ministros também reforçaram presença em seus estados de origem, como Gleisi Hoffmann, no Paraná, Renan Filho, em Alagoas, e Waldez Góes, no Amapá.
Próximos passos e substituições
A saída dos ministros Lula cargos segue o que determina a legislação eleitoral, que obriga o afastamento de cargos públicos seis meses antes do pleito. O primeiro turno das eleições está marcado para 4 de outubro.
Com isso, o governo deve promover uma substituição interna, priorizando nomes técnicos das próprias pastas para manter o ritmo das entregas. A transição será formalizada na próxima semana, com uma reunião convocada pelo presidente Lula no Palácio do Planalto, na terça-feira (31).
O encontro tem como objetivo organizar a passagem de bastão, além de alinhar os resultados já alcançados e as metas previstas até o fim do atual mandato presidencial.

