O governo federal concluiu, nesta sexta-feira (3), a reforma ministerial mais profunda do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ao todo, 16 ministros e ministras deixaram seus postos para disputar as eleições deste ano, cumprindo o prazo legal exigido pela Justiça Eleitoral.
As exonerações foram oficializadas com a publicação de uma edição extra do Diário Oficial da União (DOU). Entre os nomes que saíram estão o vice-presidente Geraldo Alckmin, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), e Gleisi Hoffmann, da Secretaria de Relações Institucionais (SRI).
Segundo a Secretaria de Comunicação Social, a conclusão deste ciclo permite que o governo mantenha o foco na gestão. As lideranças políticas, por sua vez, retornam às suas bases para o processo democrático.
Impacto da reforma ministerial na Esplanada
A saída de 16 titulares representa uma renovação de quase metade do primeiro escalão do governo. A estratégia do Palácio do Planalto é priorizar nomes técnicos ou secretários-executivos para assumir as vagas abertas, evitando a descontinuidade da máquina pública durante o período de campanha eleitoral.
Entre os ministros que deixaram o governo para concorrer a cargos eletivos estão Rui Costa, da Casa Civil, que deve disputar uma vaga no Senado pela Bahia, e Simone Tebet, do Planejamento e Orçamento, com foco no Senado por São Paulo. André de Paula, que chefiava a Pesca e Aquicultura, foi remanejado para o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), um posto estratégico para o diálogo com o agronegócio, no lugar de Carlos Fávaro, que também saiu para a disputa eleitoral.
Para a maioria das pastas, o governo optou por soluções internas, nomeando os secretários-executivos como ministros interinos ou definitivos. Todas as exonerações foram concluídas até o limite de 3 de abril, respeitando o prazo de seis meses de desincompatibilização antes das eleições.

