Política

Reforma ministerial de Lula: 16 ministros deixam governo para eleições

Presidente oficializou as saídas nesta sexta-feira (3), cumprindo prazo de desincompatibilização para o pleito de 2024
Por Redação
Reforma ministerial de Lula: 16 ministros deixam governo para eleições
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O governo federal concluiu, nesta sexta-feira (3), a reforma ministerial mais profunda do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ao todo, 16 ministros e ministras deixaram seus postos para disputar as eleições deste ano, cumprindo o prazo legal exigido pela Justiça Eleitoral.

As exonerações foram oficializadas com a publicação de uma edição extra do Diário Oficial da União (DOU). Entre os nomes que saíram estão o vice-presidente Geraldo Alckmin, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), e Gleisi Hoffmann, da Secretaria de Relações Institucionais (SRI).

Segundo a Secretaria de Comunicação Social, a conclusão deste ciclo permite que o governo mantenha o foco na gestão. As lideranças políticas, por sua vez, retornam às suas bases para o processo democrático.

Impacto da reforma ministerial na Esplanada

A saída de 16 titulares representa uma renovação de quase metade do primeiro escalão do governo. A estratégia do Palácio do Planalto é priorizar nomes técnicos ou secretários-executivos para assumir as vagas abertas, evitando a descontinuidade da máquina pública durante o período de campanha eleitoral.

Entre os ministros que deixaram o governo para concorrer a cargos eletivos estão Rui Costa, da Casa Civil, que deve disputar uma vaga no Senado pela Bahia, e Simone Tebet, do Planejamento e Orçamento, com foco no Senado por São Paulo. André de Paula, que chefiava a Pesca e Aquicultura, foi remanejado para o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), um posto estratégico para o diálogo com o agronegócio, no lugar de Carlos Fávaro, que também saiu para a disputa eleitoral.

Para a maioria das pastas, o governo optou por soluções internas, nomeando os secretários-executivos como ministros interinos ou definitivos. Todas as exonerações foram concluídas até o limite de 3 de abril, respeitando o prazo de seis meses de desincompatibilização antes das eleições.