Política

Prefeitura de Jequié (BA) é alvo do MP por gastos com São João 2026

Ministério Público da Bahia abriu procedimento para fiscalizar aplicação de recursos públicos em festa com atrações nacionais
Por Redação
Prefeitura de Jequié (BA) é alvo do MP por gastos com São João 2026
Compartilhe:

O Ministério Público da Bahia (MP-BA), por meio da 4ª Promotoria de Justiça de Jequié, abriu um Procedimento Administrativo para fiscalizar os gastos da Prefeitura de Jequié com o São João de 2026. A medida busca garantir a transparência e a legalidade na aplicação de recursos públicos.

A ação do MP-BA ocorre em meio à contratação de atrações de peso nacional para o evento, como Nattan, Elba Ramalho, Léo Santana e a dupla Bruno & Marrone. A população tem questionado a prioridade dos investimentos, apontando falta de recursos em áreas como educação, saúde e infraestrutura do município.

Segundo o MP-BA, o objetivo central da fiscalização não é impedir a realização da festa, que possui valor cultural e econômico para a região. A promotoria busca assegurar que o montante investido respeite os princípios da razoabilidade e proporcionalidade.

Fiscalização de gastos públicos

A atuação do Ministério Público visa evitar que os gastos milionários com cachês e infraestrutura comprometam serviços essenciais à população. Entre os pontos que serão analisados detalhadamente pelo órgão estão a verificação da compatibilidade dos valores com os preços de mercado e a identificação das dotações orçamentárias.

A fiscalização também vai monitorar o cumprimento da meta de alimentar o sistema unificado do MP-BA, do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM). Este sistema fixou diretrizes rígidas para os festejos juninos deste ano.

Em março, a Procuradoria-Geral de Justiça do MP-BA já havia estabelecido uma nota técnica recomendando cautela e sugerindo limites para contratações em eventos públicos. A prefeitura de Jequié, na gestão de Flávio Santana, que assumiu após Zé Cocá deixar o cargo para disputar eleição, deve encaminhar à Justiça cópias de todos os processos de inexigibilidade de licitação e contratos de serviços.

Caso sejam detectadas irregularidades ou gastos excessivos sem justificativa financeira, o MP pode expedir recomendações ou ajuizar ações civis públicas. As medidas podem incluir a suspensão de pagamentos ou o cancelamento de shows.