A Agência Nacional do Petróleo (ANP) prevê uma nova alta nos preços dos combustíveis para o consumidor, mas garante que não há risco de desabastecimento no país, especialmente na Bahia. A informação foi divulgada nesta terça-feira (11) pela diretora da ANP, Symone Araújo, em entrevista.
Apesar das preocupações com a infraestrutura e os conflitos internacionais, a agência assegura que as cadeias de suprimento nacionais permanecem intactas. O fluxo de produtos deve continuar sem interrupções logísticas no curto prazo, conforme a ANP.
Segundo Symone Araújo, o aumento nos preços é considerado inevitável devido à volatilidade do mercado global e à possível necessidade de substituição de fornecedores. A ANP, no entanto, deve intensificar a fiscalização para garantir que as diretrizes do governo federal sejam rigorosamente seguidas pelas distribuidoras.
Medidas da ANP para o abastecimento
A ANP está adotando uma série de medidas para garantir o abastecimento e proteger o consumidor. Entre elas, está a fiscalização ativa, com equipes em alerta para assegurar o cumprimento das medidas provisórias do Governo Federal.
A agência também realiza o monitoramento constante da logística, afirmando que as cadeias de suprimento nacionais estão íntegras e funcionando. A gestão de supridores é outra frente de atuação, trabalhando para manter o fluxo de produtos mesmo diante de dificuldades operacionais.
A ANP reforça a mensagem de tranquilidade à população, enfatizando a estabilidade operacional do setor energético diante de crises externas. A participação ativa da população, por meio de denúncias, é considerada fundamental para fortalecer a atuação reguladora.
Fiscalização de preços e impacto na Bahia
A diretora da ANP também abordou a fiscalização de preços abusivos e possíveis cartéis, destacando a liberdade econômica do mercado brasileiro. A Medida Provisória 1340 ampliou o poder de autuação da agência em contextos de crise geopolítica ou calamidade.
O objetivo é evitar que agentes se aproveitem de cenários de escassez para obter lucros injustificados ou reter estoques artificialmente. A ANP utilizará seu corpo técnico e histórico de levantamento de preços para equilibrar a proteção ao consumidor sem ferir a lei da oferta e da procura.
Na Bahia, o panorama atual é definido por uma gestão de preços independente da estatal, focada nos custos de produção e logística global. A região Nordeste depende tanto da produção interna quanto da importação de derivados, como o diesel, o que resulta em maior volatilidade para o consumidor baiano.

