Um Projeto de Lei (PL) que determina a imposição de tornozeleira eletrônica a potenciais agressores em casos de violência doméstica foi aprovado pelo Senado e agora segue para a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A proposta busca oferecer medidas protetivas rápidas diante da escalada de crimes contra a mulher no Brasil.
O Projeto de Lei 2.942/2024 prevê a aplicação imediata da medida de monitoramento quando a violência doméstica ou sua tentativa for comprovada. O objetivo é inibir o suspeito e proteger tanto as mulheres quanto as crianças, que frequentemente também são ameaçadas.
Segundo o texto aprovado, delegados em municípios sem juiz terão poder para autorizar a aplicação da tornozeleira eletrônica. Além disso, o PL amplia os recursos públicos destinados à compra desses equipamentos, o que pode gerar desafios logísticos devido à demanda.
Combate aos crimes contra a mulher na Bahia e no Brasil
A iniciativa se insere em um contexto de crescente preocupação com os crimes contra a mulher, especialmente os feminicídios, que representam um grave problema de segurança pública em todo o país, incluindo a Bahia. Dados recentes mostram a urgência de medidas eficazes para conter a violência de gênero.
O movimento de combate aos crimes contra a mulher tem sido impulsionado por diversas frentes, incluindo pesquisadoras das ciências humanas que investigam as causas da violência. Há indícios de que narrativas oficiais de depreciação da mulher e discursos de ódio contribuem para a expansão da barbárie.
A sanção presidencial é o próximo passo para que a medida entre em vigor, fortalecendo o arcabouço legal para a proteção das vítimas de violência doméstica e o combate aos crimes contra a mulher. A expectativa é que a tornozeleira eletrônica sirva como um importante instrumento de prevenção e segurança.

