A Polícia Federal (PF) investiga se valores desviados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) foram usados para custear viagens do empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A apuração ganhou força após a identificação de repasses suspeitos para pessoas próximas a ele, segundo o jornal O Estado de S. Paulo.
A investigação da PF mira uma agência de viagens utilizada pelo empresário. O foco é verificar a origem dos recursos que pagaram os deslocamentos, em um possível esquema de lavagem de dinheiro.
De acordo com a polícia, o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, apelidado de “Careca do INSS”, transferiu dinheiro para uma empresa ligada a uma amiga de Lulinha. Em seguida, essa empresa teria realizado pagamentos à agência de viagens.
Detalhes da Investigação e Repasses Suspeitos
Em um dos casos, mais de R$ 1 milhão foi repassado por Antunes, enquanto cerca de R$ 640 mil foram destinados à agência de viagens no mesmo período. A PF identificou cinco transferências de R$ 300 mil cada, totalizando R$ 1,5 milhão, realizadas entre novembro de 2024 e março de 2025.
Mensagens apreendidas pela PF mostram o “Careca do INSS” mencionando a necessidade de transferir mais uma parcela de R$ 300 mil. Questionado sobre o destino do dinheiro, ele respondeu: “O filho do rapaz”. A Polícia Federal tenta identificar a quem a expressão se refere.
Em depoimento, um ex-funcionário afirmou ter ouvido sobre pagamentos mensais de R$ 300 mil a Lulinha, informação negada pela defesa do empresário. Até o momento, a análise do sigilo bancário de Lulinha não identificou transferências diretas do investigado. A PF, contudo, apura se terceiros foram usados para ocultar a origem dos recursos.

