Uma cena de 'bacanal' com atores seminus em uma encenação da Paixão de Cristo, na cidade de Gravatá, em Pernambuco, gerou polêmica e revolta entre o público. A apresentação, que ocorreu durante a Semana Santa, recebeu diversas críticas nas redes sociais.
Os atores, vestidos apenas com um pedaço de tecido para cobrir as partes íntimas, realizaram uma dança que representava o bacanal do rei Herodes. A representação foi considerada desrespeitosa por parte dos espectadores.
Segundo relatos de moradores nas redes sociais, a cena causou indignação. "É triste ver um momento tão sagrado como a Paixão de Cristo sendo tratado com desrespeito", afirmou uma mulher. Outro espectador criticou a inadequação para crianças: "É até feio as crianças verem isso. Se botar um pole dance, vira um puteiro".
Repercussão e Nota de Repúdio
O Instituto Cultural e Ecológico Terra Agreste (Icetag), organizador do espetáculo batizado como “A Nossa Paixão”, emitiu uma nota de repúdio contra as críticas e comentários ofensivos. O instituto defendeu a encenação da Paixão de Cristo, afirmando que a obra foi construída com profundo respeito à narrativa bíblica.
A nota do Icetag reforça que não houve erotismo explícito na apresentação e que cada cena faz parte de um contexto maior, pensado para transmitir a mensagem da Paixão de Cristo em sua totalidade. O instituto já foi responsável por outras apresentações durante a Semana Santa e, em 2025, recebeu cerca de R$ 377 mil da Secretaria Municipal de Turismo, Cultura, Esporte e Lazer de Gravatá.
A polêmica em Gravatá destaca o debate sobre a interpretação artística de eventos religiosos e a percepção do público sobre o que é apropriado em encenações de cunho sagrado.

