A atriz Zendaya, conhecida por papéis em "Duna" e "Euphoria", desmentiu nesta segunda-feira (16) que fotos de seu suposto casamento com o ator Tom Holland, que viralizaram nas redes sociais, sejam reais. Ela afirmou que as imagens foram criadas por inteligência artificial (IA) durante participação no programa "Jimmy Kimmel Live!".
Zendaya contou que amigos e familiares chegaram a acreditar nas montagens sofisticadas, gerando questionamentos sobre a ausência de convites para a suposta cerimônia. A atriz destacou a rapidez com que o conteúdo falso se espalhou.
A polêmica ganhou força no início de março, durante o Actor Awards 2026, em Los Angeles. O estilista Law Roach, colaborador de longa data de Zendaya, afirmou ao portal Access Hollywood que o casamento já havia acontecido, alimentando as especulações.
Riscos da inteligência artificial na internet
O caso de Zendaya, embora aparentemente inofensivo, ilustra os riscos da proliferação de imagens geradas por IA. Conteúdos falsos podem causar danos à reputação de indivíduos, como artistas e celebridades, que têm seus rostos inseridos em materiais não autorizados. O termo "deepfake", por exemplo, surgiu em 2017 com a criação de vídeos de sexo falsos usando rostos de famosas.
Além dos danos psicológicos e reputacionais, há riscos concretos de golpes financeiros. Em 2023, um caso em Hong Kong resultou no pagamento de US$ 25 milhões a golpistas que usaram deepfakes em uma videochamada. A IA também é utilizada para chantagem, com criminosos criando vídeos falsos para extorquir vítimas, muitas vezes com conteúdo explícito não consensual.
No Brasil, não existe legislação específica para deepfakes, mas a prática pode ser enquadrada em violação de direitos autorais, proteção de dados e difamação. Um projeto de lei que criminaliza o deepfake tramita na Câmara dos Deputados, buscando regulamentar o uso da tecnologia e proteger os cidadãos de seus impactos negativos.

