O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, sofreu uma derrota nas eleições parlamentares realizadas neste domingo (12). O resultado, com mais de 45% das urnas apuradas, indica o fim de 16 anos de poder do líder húngaro.
O partido de centro-direita Tisza, de oposição, deve conquistar 135 das 199 cadeiras do parlamento, conforme os dados parciais. Orbán, que é uma referência para a extrema-direita global, admitiu que o resultado é "claro e doloroso".
De acordo com Peter Magyar, líder do partido Tisza, Orbán o parabenizou pela vitória por telefone. A transição de poder marca uma mudança significativa no cenário político húngaro.
Contexto político e aliança com Bolsonaro
Viktor Orbán é conhecido por sua aliança com o ex-presidente Jair Bolsonaro, a quem defendeu publicamente. Em 2025, após a condenação de Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado, Orbán acusou a esquerda de usar os tribunais para "esmagar líderes conservadores".
Na ocasião, o primeiro-ministro húngaro manifestou solidariedade a Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar. Orbán afirmou que o caso contra o ex-presidente brasileiro era uma "caça às bruxas política" e não justiça, ressaltando o uso de tribunais como arma contra líderes conservadores em todo o mundo.
A derrota de Orbán pode ter reflexos no cenário da direita internacional, da qual ele é uma figura proeminente. O novo governo húngaro, liderado pelo partido Tisza, assume o parlamento com uma maioria significativa.

