A Netflix lançou nesta quarta-feira (18) a minissérie nacional 'Emergência Radioativa', que retrata o acidente radiológico do Césio-137, ocorrido em Goiânia, Goiás, na década de 80. A produção aborda as consequências da tragédia e a mobilização de profissionais para salvar a população.
A série, estrelada por Johnny Massaro e Paulo Gorgulho, mostra a corrida contra o tempo de médicos, físicos e funcionários públicos. Eles atuaram para impedir o avanço da radiação e tratar as pessoas que entraram em contato com a substância tóxica.
Segundo a plataforma de streaming, a trama é baseada em um dos maiores acidentes radiológicos da história do Brasil. O incidente deixou vítimas fatais e impactos que persistem até os dias atuais.
Relembre o acidente do Césio-137
O acidente do Césio-137 teve início em 1987, quando aparelhos de radioterapia foram removidos de uma clínica abandonada no centro de Goiânia. Os equipamentos foram vendidos para um ferro-velho, onde um trabalhador desmontou uma cápsula que continha o material radioativo.
A substância, que emitia uma forte luz azul, foi manuseada por diversas pessoas, incluindo crianças, que a espalharam pelo corpo e até a ingeriram. Dias depois, os contaminados apresentaram sintomas como náuseas, tontura, vômito e diarreia.
Os registros oficiais apontam quatro vítimas fatais imediatas: Leide, de seis anos, Maria Gabriela, de 37 anos, e os funcionários Israel, de 22 anos, e Admilson, de 18 anos. Estima-se que cerca de 100 pessoas morreram posteriormente por doenças relacionadas à contaminação, e até 1.600 foram afetadas pelos sintomas.
As consequências ambientais também foram severas, com a geração de aproximadamente 13.500 toneladas de lixo radioativo. O controle da radiação na região de Goiânia continua até hoje. As vítimas, conhecidas como radioacidentados, recebem pensões, acompanhamento médico e medicações vitalícias, mas ainda relatam dificuldades com o apoio.

