Uma mulher, identificada como Lídia, recebeu um elogio e um convite para namorar de um torcedor do Bahia enquanto caminhava por uma rua de Salvador. O episódio, que ocorreu em um boteco com mesas na calçada, gerou um momento de alto-astral para ela.
Lídia, que se descreve como "duas vezes e meia balzaquiana", sorriu e fez um sinal de positivo ao ouvir o "I love you!" do homem. Ele, que vestia uma camisa do Bahia, ainda a chamou de "Linda!" e, ao vê-la entrar no carro, gritou: "Vou tomar um banho e volto! Venha ver o jogo comigo! Vamos namorar!".
Apesar de não ter a intenção de aceitar o convite, Lídia ficou encantada com a espontaneidade da situação. Ela refletiu sobre a beleza dos encontros fortuitos e a capacidade de apreciar momentos de leveza na vida, independentemente da idade.
Reflexões sobre a vida e o amor
O acontecimento levou Lídia a ponderar sobre as diferentes camadas da vida: a que é apenas experimentada e a que é vivida com reflexão. Ela relembrou experiências da juventude, breves e felizes, mas sem a percepção profunda que a maturidade proporciona.
A amiga de Lídia, autora da crônica que narra o episódio, também se inspirou na situação para filosofar sobre a interpretação dos textos e das vivências. O momento, descrito como "poético", ressalta a importância de se permitir ser arrebatado pela suavidade e frescor de encontros inesperados.
O marido de Lídia brincou com a situação, perguntando se deveria se preocupar, mas ela o tranquilizou, afirmando que não compareceu ao jogo. A história de Lídia, a "Coroa de Pernambués", destaca a beleza de se fazer do nada, à toa, como tantas coisas belas da vida.

