Em meio a um cenário político aquecido na Bahia, o senador Angelo Coronel (PSD) decidiu romper com o grupo governista, gerando muitos debates sobre quem “traiu” quem. A decisão de Coronel, que deixou a base do governador Jerônimo Rodrigues (PT), agitou os bastidores e levantou questões sobre o futuro da chapa majoritária nas próximas eleições.
Marta Rodrigues, vereadora do PT em Salvador, na Bahia, veio a público para defender seu partido e esclarecer a situação. Ela negou veementemente que o PT tenha “traído” o senador, virando o jogo e sugerindo que a ruptura partiu de Coronel.
Questionada sobre o assunto nesta segunda-feira (2), Marta Rodrigues foi clara:
"O PT não traiu Angelo Coronel. A última reunião do Diretório Estadual do partido ocorreu no dia 13 de dezembro, eu estava lá. A resolução política que saiu desse encontro em nenhum momento fala que a chapa [já está formada] ou que Coronel está excluído. Então, essa é a orientação que eu sigo", afirmou a vereadora.
Ela reforçou que, na época da reunião, não havia um consenso fechado sobre a formação da chapa majoritária. Isso indica que, do ponto de vista do partido, a porta não estava fechada para Coronel naquele momento.
Entenda o rompimento do senador Coronel
A decisão de Angelo Coronel de deixar a base governista não foi repentina. Há meses, seu lugar na chapa majoritária do governador Jerônimo Rodrigues era incerto. Ele sempre defendeu seu direito à reeleição e deixou claro que não abriria mão dessa disputa no grupo. O senador chegou a dizer que não ficaria “em um lugar onde não o querem”, demonstrando seu descontentamento.
O ponto crucial para o senador foi a confirmação de que o ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), seria candidato ao Senado na chapa de Jerônimo, ao lado do senador Jaques Wagner (PT). Com a “chapa puro-sangue” petista anunciada, Coronel ficou de fora.
Agora, com o rompimento oficial, Angelo Coronel deve buscar um novo caminho político. A expectativa é que ele tente sua reeleição na chapa do pré-candidato ao governo ACM Neto (União Brasil), possivelmente ao lado do presidente estadual do PL, João Roma.
A declaração da vereadora Marta Rodrigues ocorreu momentos antes da sessão solene que marcou a abertura do ano legislativo na Câmara Municipal de Salvador. O debate sobre alianças e rupturas promete esquentar ainda mais o cenário político baiano nos próximos meses.

