O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) determinou, nesta quarta-feira (22), a contratação de mil policiais federais. A decisão ocorreu horas após a Polícia Federal (PF) anunciar a aplicação de reciprocidade contra um agente americano no Brasil.
A medida, segundo Lula, assegura o preenchimento de todas as vagas na instituição, algo inédito na história da PF. O objetivo é avançar na "guerra contra o crime organizado", conforme declarou o presidente.
De acordo com o governo federal, a distribuição das vagas prevê 630 agentes, 160 escrivães, 120 delegados, 69 peritos e 21 papiloscopistas. Além disso, agentes da PF "emprestados" a outras autarquias serão chamados de volta para a corporação.
Contexto da Crise Diplomática
Mais cedo, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, confirmou a aplicação da reciprocidade aos Estados Unidos. A ação foi uma retaliação pela expulsão do delegado brasileiro Marcelo Ivo do país.
Marcelo Ivo, que atuava como oficial de ligação do Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos Estados Unidos (ICE), teve que retornar ao Brasil. A alegação americana era de que o delegado teria monitorado o ex-deputado federal Alexandre Ramagem, preso recentemente em solo americano.
Durante o anúncio da contratação dos novos policiais federais, Lula elogiou Andrei Rodrigues pela decisão de retirar as credenciais do agente americano que trabalhava dentro da Polícia Federal. O presidente afirmou que a medida reflete o princípio da reciprocidade, esperando que os Estados Unidos estejam dispostos a retomar o diálogo e normalizar as relações.
A contratação dos novos policiais federais e a postura diplomática da PF reforçam a prioridade do governo no fortalecimento da segurança pública e na defesa da soberania nacional em relações internacionais.

