Polícia

Líder de facção é preso em operação contra o Comando Vermelho no Nordeste

Um líder do Comando Vermelho, que atuava no norte da Bahia, foi preso em Petrolina, PE, nesta quinta (5). A prisão faz parte da Operação Premium Mandatum.
Por Redação
Líder de facção é preso em operação contra o Comando Vermelho no Nordeste

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A polícia prendeu nesta quinta-feira, 5 de outubro, um homem apontado como uma das principais lideranças do Comando Vermelho. Ele era responsável por comandar as ações da facção criminosa em Senhor do Bonfim e em todo o norte da Bahia. A prisão aconteceu na cidade de Petrolina, em Pernambuco.

Essa ação foi parte da terceira fase da Operação Premium Mandatum, coordenada pelo Ministério Público da Bahia. Os agentes chegaram até o suspeito para cumprir um mandado de prisão que já existia contra ele, pois era procurado por tráfico de drogas. Na hora da prisão, ele também foi pego com armas ilegais, o que resultou em uma nova prisão em flagrante.

Armas e apreensões na operação

Durante a ação em Petrolina, os policiais encontraram e apreenderam quatro armas, incluindo espingardas e pistolas, além de diversas munições e um telefone celular. As ordens para essa operação foram dadas pela Vara Criminal da Comarca de Senhor do Bonfim, na Bahia.

A operação contou com o trabalho conjunto do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais do Norte (Gaeco Norte) e da 3ª Promotoria de Justiça de Senhor do Bonfim. Eles tiveram o apoio do Comando de Policiamento da Região Norte (CPR-N), do Batalhão Especializado de Policiamento do Interior de Pernambuco (BEPI-PE) e da Companhia Independente de Policiamento Especializado Caatinga (Cipe-Caatinga).

Detalhes da Operação Premium Mandatum

O líder preso agora era um dos alvos que não tinham sido encontrados nas fases anteriores da Operação Premium Mandatum. Nas etapas anteriores, a polícia já havia cumprido sete mandados de prisão temporária e 13 mandados de busca e apreensão. Essas ações aconteceram nas cidades de Senhor do Bonfim e Juazeiro, ambas na Bahia, e também em locais do estado de Santa Catarina.

Naquelas ocasiões, os investigados tinham papéis importantes na facção, atuando como líderes, gerentes ou facilitadores do esquema criminoso. Nas duas primeiras fases, a justiça denunciou 48 pessoas ligadas à parte financeira da quadrilha e bloqueou cerca de R$ 44 milhões do grupo.

Com todas as provas e materiais recolhidos nas três fases da operação, as autoridades querem desmantelar completamente a rede de lavagem de dinheiro da facção e garantir que todos os envolvidos na estrutura criminosa sejam responsabilizados.

Como funcionava a facção

As investigações do Ministério Público da Bahia (MPBA) mostraram que o Comando Vermelho tinha uma organização muito bem definida, com uma hierarquia clara. Havia um comando estratégico que dava as ordens mesmo de dentro da prisão.

Um dos chefes do grupo, por exemplo, mesmo estando preso, conseguia comandar operações violentas, dando ordens para matar pessoas, e também gerenciava a logística do tráfico de drogas e a venda ilegal de armas.

O esquema contava ainda com a ajuda de familiares, que sabiam o que faziam. Eles emprestavam suas contas bancárias para movimentar o dinheiro sujo, em pequenas quantias, o que dificultava o rastreamento pelas autoridades e a descoberta da lavagem de dinheiro.