A violência voltou a assustar moradores do Complexo do Nordeste de Amaralina, em Salvador, na Bahia, nesta quinta-feira (5). Três homens morreram em confrontos com a Polícia Militar na parte da tarde, elevando para 12 o número total de mortos na região desde a noite da última segunda-feira (2). Esse período de confrontos se intensificou após a morte de um policial militar, gerando grande tensão e preocupação na comunidade local.
Tudo começou na noite de segunda-feira (2), quando o cabo da Polícia Militar Glauber Rosa dos Santos, de 42 anos, foi brutalmente atingido na cabeça. O incidente ocorreu durante um confronto com suspeitos no bairro Vale das Pedrinhas, uma das áreas que compõem o Complexo do Nordeste de Amaralina. A morte do cabo Glauber desencadeou uma série de operações policiais na região.
Desde então, as ações da Polícia Militar têm sido contínuas e intensas. As noites e madrugadas, especialmente a da terça-feira (3), foram marcadas por trocas de tiros e operações de busca. Moradores relatam uma semana de apreensão, com o barulho de disparos se tornando quase rotineiro nos bairros de Chapada do Rio Vermelho, Nordeste de Amaralina, Santa Cruz e o próprio Vale das Pedrinhas.
A gravidade da situação chegou a impactar diretamente o dia a dia da população. Na tarde desta quinta-feira (5), por exemplo, a circulação dos ônibus na região foi completamente suspensa devido aos confrontos. Essa medida causou um enorme transtorno para milhares de pessoas que dependem do transporte público para trabalhar, estudar e realizar suas atividades diárias.
O saldo trágico até o momento é de 12 indivíduos mortos em confrontos diretos com a polícia. Essa triste estatística reflete a complexidade e a violência do cenário que se instalou no Complexo do Nordeste de Amaralina após a morte do cabo Glauber Rosa dos Santos, mantendo a região em alerta máximo.

