A Federação Internacional de Futebol Associado (Fifa) aprovou, nesta terça-feira (28), a expulsão direta de jogadores que cobrirem a boca durante partidas. A decisão, tomada por unanimidade pela International Football Association Board (IFAB), busca prevenir comportamentos discriminatórios no esporte.
A medida foi motivada por um incidente de racismo ocorrido nos playoffs da Champions League 2025/26, entre Real Madrid e Benfica. Na ocasião, o argentino Gianluca Prestianni, do clube português, foi acusado de racismo por Vini Jr. e Mbappé.
Segundo a Fifa, Prestianni recebeu uma punição de seis jogos de suspensão após tapar a boca e ofender o camisa 7 do Real Madrid. O episódio aconteceu após a comemoração de um gol do time espanhol.
Novas regras para o futebol
Além da regra de expulsão por cobrir a boca, a Fifa também aprovou outra mudança significativa. Jogadores e membros da comissão técnica que abandonarem o campo em protesto a uma decisão da arbitragem também serão expulsos.
Esta segunda medida foi implementada após o abandono de campo na final da Copa Africana de Nações. Naquela partida, a equipe de Senegal, influenciada por Sadio Mané, deixou o gramado em protesto contra um pênalti assinalado pelo árbitro.
As novas diretrizes da Fifa entram em vigor imediatamente, impactando competições de futebol em todo o mundo. As mudanças reforçam o compromisso da entidade com a disciplina e o combate à discriminação no esporte.

