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Evelin Camargo descobre câncer raro ligado a implante de silicone

A influenciadora Evelin Camargo revela ter sido diagnosticada com BIA-ALCL, um câncer raro ligado a implantes de silicone. Ela busca alertar outras mulheres.
Por Redação
Evelin Camargo descobre câncer raro ligado a implante de silicone

Influenciadora é diagnosticada com linfoma ligado ao silicone -

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A influenciadora e comediante Evelin Camargo compartilhou com seus seguidores um diagnóstico delicado: um tipo raro de câncer, conhecido como linfoma anaplásico de grandes células associado a implantes mamários (BIA-ALCL), foi encontrado em seu corpo. A descoberta veio após um crescimento inesperado em uma de suas mamas, levando-a a buscar ajuda médica no final de dezembro de 2025.

Inicialmente, Evelin pensou que o problema pudesse ser uma ruptura em seu implante de silicone. No entanto, os exames mostraram que a prótese estava intacta. O que chamou a atenção dos médicos foi a presença de um líquido ao redor do silicone, algo incomum muitos anos depois de uma cirurgia.

Para investigar a causa desse líquido, a influenciadora passou por um procedimento de punção, onde uma amostra foi retirada para análise em laboratório. O resultado confirmou o diagnóstico de BIA-ALCL, um tipo de linfoma que se desenvolve nas células do sistema linfático e, embora surja na região da mama, não é considerado um câncer de mama.

Em um vídeo emocionante publicado em suas redes sociais, Evelin explicou que o linfoma estava preso à cápsula que envolve a prótese. O tratamento recomendado pelos especialistas é a remoção do silicone. Ao tornar sua jornada pública, ela quis mais do que apenas informar; seu objetivo foi alertar outras mulheres sobre a importância de ficarem atentas a qualquer alteração inesperada nas mamas.

"A decisão de tornar o diagnóstico público foi para não gerar medo, mas sim um alerta para que as mulheres fiquem ligadas à alterações inesperadas nas mamas."

O que é o BIA-ALCL?

O linfoma anaplásico de grandes células associado a implantes mamários, ou BIA-ALCL, é uma condição rara. Estudos científicos indicam que a incidência média é de apenas um caso para cada 30 mil mulheres que possuem implantes mamários. Contudo, é importante saber que esses números podem mudar dependendo do país, do tipo de prótese usada e do tempo que a mulher tem o implante.

Normalmente, o diagnóstico de BIA-ALCL acontece um bom tempo depois da cirurgia de implante, geralmente entre sete e dez anos. Mas, como em toda condição médica, pode surgir antes ou até mesmo depois desse período. A conscientização sobre essa condição rara é fundamental para que as mulheres com próteses mamárias saibam quando procurar ajuda e investigar sintomas incomuns.