A tradicional Lavagem de Itapuã, uma das festas mais queridas e cheias de simbolismo da Bahia, vai contar com um tempero especial neste ano. Três importantes blocos de matriz africana, que participam do cortejo, recebem o apoio fundamental do Programa Ouro Negro. Essa iniciativa garante que a estética, a musicalidade, a ancestralidade e o legado comunitário dessas agremiações sejam valorizados e celebrados durante a festa.
Comemorando 121 anos de história, a Lavagem de Itapuã, em Itapuã, na Bahia, é um encontro emocionante que reúne moradores, devotos e grupos culturais. A quinta-feira que antecede o Carnaval se transforma em um percurso vibrante de fé, pertencimento e sincretismo. A celebração mistura a devoção popular católica com as ricas práticas de matriz africana, culminando no momento emocionante da lavagem simbólica das escadarias da Igreja de Nossa Senhora da Conceição de Itapuã.
O ouro que impulsiona a cultura afro-brasileira
O Programa Ouro Negro, criado em 2008, tem um papel crucial no cenário cultural baiano. Ele financia agremiações carnavalescas que possuem uma forte identidade ligada à cultura africana. Para serem contempladas, as entidades precisam desenvolver projetos socioculturais em suas comunidades, estimulando a construção de uma cultura cidadã e fortalecendo as raízes locais.
Neste ano, para a Lavagem de Itapuã, o edital do Ouro Negro selecionou três propostas que prometem enriquecer ainda mais o cortejo. São elas:
- Bloco Afro Malê Debalê
- Escola de Samba Unidos de Itapuã
- Bloco Cortejo do Abaeté
O investimento do programa para 2026 será recorde, alcançando a marca de R$ 17 milhões. Esses recursos não se limitam apenas à Lavagem de Itapuã, mas também garantem a participação e o brilho de blocos afros e outras entidades culturais em grandes eventos por toda a Bahia. Entre eles, estão os desfiles do Carnaval de Salvador, o Carnaval do Interior, a Lavagem do Bonfim, a Lavagem da Purificação, em Santo Amaro, e a Micareta de Feira de Santana.
Com o apoio do Ouro Negro, a Lavagem de Itapuã segue reafirmando sua importância como um palco vivo da cultura, da fé e da história afro-brasileira, garantindo que as futuras gerações continuem a celebrar e valorizar esse legado tão rico.

