A Estação Rubi, tradicional espaço cultural de Salvador, reabriu as portas nesta sexta-feira (10) no Palacete Tirachapéu, no Centro Histórico da capital baiana. O retorno marca uma nova fase do projeto, que agora se posiciona como um café-teatro com foco em música brasileira e teatro musical, priorizando espetáculos intimistas.
A reabertura ocorreu com o espetáculo "Coração na Boca", de Alexandre Leão, que também se apresenta neste sábado (11). A mudança de endereço, segundo a curadora Eliana Pedroso, foi essencial para "dar outro direcionamento para o local do projeto" e reforçar a proximidade entre artista e público.
De acordo com Eliana Pedroso, curadora da Estação Rubi, o intervalo de dois anos foi necessário para reconfigurar o projeto. A nova sede no Palacete Tirachapéu integra um movimento mais amplo de reocupação do Centro Histórico de Salvador.
A Estação Rubi, criada em 2013, mantém sua identidade de excelência artística e escuta atenta, com capacidade para cerca de 224 lugares. O espaço preserva a relação intimista, com investimento em estrutura e equipe técnica, conforme destacou a curadora.
A temporada de reabertura, viabilizada por parceria com o Palacete Tirachapéu e patrocínio da Heineken via Fazcultura (Governo do Estado), traz uma programação diversificada. Além de Alexandre Leão, Fafá de Belém se apresenta nos dias 17 e 18 de abril, e Daniel Boaventura nos dias 24 e 25 de abril.
Programação e Contexto Cultural
A escolha de Alexandre Leão, artista baiano, para a abertura da Estação Rubi segue a diretriz da curadoria de priorizar a produção local. O espetáculo "Coração na Boca – um musical para Gonzaguinha" foi encomendado diretamente e tem direção de Andrezão Simões.
A programação de maio inclui o encontro entre Armandinho Macêdo e Dadi Carvalho, além de Diogo Vilela. A Estação Rubi busca, com isso, consolidar-se como um polo cultural que valoriza a música e o teatro brasileiros em um dos pontos históricos mais importantes de Salvador.
A iniciativa da Estação Rubi no Palacete Tirachapéu contribui para a revitalização cultural e econômica do Centro Histórico, atraindo público e fortalecendo a cena artística da Bahia.

