Salvador recebeu, nesta quinta-feira (9), a apresentação do Grupo Òfá com o espetáculo ÌYÁ ÀGBÀ (Mãe Ancestral), no Museu de Arte Contemporânea da Bahia (MAC Bahia). A performance, que celebra o sagrado feminino, teve entrada gratuita e acesso por ordem de chegada, às 17h.
A proposta do espetáculo exalta a força, a sabedoria e o poder do feminino como elementos estruturantes da cultura afro-brasileira. A apresentação dialoga diretamente com a exposição “Respeita – Mulheres do Acervo do MAC Bahia”, que está em cartaz no museu até 24 de maio.
Em cena, o Grupo Òfá uniu música e performance, estabelecendo um diálogo entre o sagrado e o contemporâneo. O repertório incluiu canções do álbum “Ìyá Àgbà Ṣiré – O Poder do Sagrado Feminino”, trabalho mais recente do coletivo, focado na valorização do feminino dentro da cosmovisão do candomblé.
Segundo o grupo, a direção musical é de Iuri Passos, com direção artística de Luciana Baraúna e produção de José Maurício Bittencourt. O coletivo, originário do Terreiro do Gantois (Ilé Iyá Omi Àṣẹ Iyamasé), atua na preservação e difusão de um repertório sacro reconhecido como patrimônio imaterial da cultura brasileira.
Sagrado feminino e a cultura afro-brasileira
O Grupo Òfá é formado por integrantes da própria comunidade do terreiro e mantém uma relação direta entre tradição e performance. A base do trabalho está na oralidade, no ritmo e na expressão corporal, elementos fundamentais para a difusão do sagrado feminino.
Entre os trabalhos realizados pelo coletivo estão 'Odum Orim', lançado em 2000, e 'Obatalá – Uma homenagem a Mãe Carmem', de 2019, que foi indicado ao Grammy Latino. A iniciativa reforça a importância da cultura afro-brasileira na Bahia e no cenário nacional.

