Polícia

Dalia López é presa no Paraguai após 4 anos foragida no caso Ronaldinho

Empresária, 55 anos, é apontada como peça central no esquema de falsificação de documentos que envolveu o ex-jogador em 2020
Por Redação
Dalia López é presa no Paraguai após 4 anos foragida no caso Ronaldinho
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A empresária Dalia López, 55 anos, foi presa na última quinta-feira (2) em Assunção, no Paraguai. Ela estava foragida desde março de 2020 e é apontada como peça central no esquema de falsificação de documentos que levou à detenção do ex-jogador Ronaldinho Gaúcho e de seu irmão, Roberto de Assis Moreira.

A prisão de Dalia López ocorreu durante uma operação conduzida pelo procurador Federico Leguizamón. A empresária tinha um mandado de prisão em aberto e responde por falsificação de documentos públicos e associação criminosa, segundo autoridades do Ministério Público do Paraguai e da Polícia Nacional.

O nome de Dalia López ganhou repercussão internacional em 2020, quando Ronaldinho e seu irmão foram detidos ao tentar entrar no Paraguai com passaportes adulterados. A investigação aponta que a empresária foi responsável por viabilizar a emissão dos passaportes paraguaios falsos e articular a rede envolvida no esquema.

Relembre o caso Ronaldinho

Na época, Ronaldinho Gaúcho permaneceu cerca de um mês detido em Assunção. Ele obteve prisão domiciliar após o pagamento de fiança de aproximadamente US$ 1,6 milhão, o equivalente a cerca de R$ 8,2 milhões na cotação daquele período. Cinco meses depois, o ex-jogador foi liberado do país após o pagamento de uma multa.

A fuga prolongada de Dalia López chamou a atenção das autoridades paraguaias. Em 2021, um procurador chegou a declarar que a capacidade da empresária de escapar da Justiça era superior à capacidade policial de capturá-la. O caso foi tratado como de alto risco pelas autoridades, devido ao envolvimento na produção e uso de documentos falsificados.

Com a prisão de Dalia López, o caso ganha novo fôlego judicial no Paraguai. A expectativa é que a empresária responda formalmente pelos crimes e avance para julgamento, encerrando um dos capítulos mais controversos da carreira de Ronaldinho fora dos campos e reabrindo um processo com impacto internacional desde 2020.