A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado no Senado Federal articula a prorrogação de seus trabalhos por mais 60 dias. O objetivo é aprofundar as investigações sobre o escândalo envolvendo o Banco Master.
O relator da CPI, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), busca apoio do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para viabilizar a extensão. O prazo atual de funcionamento da comissão se encerra nesta terça-feira (14).
Segundo o senador Vieira, a prorrogação é essencial devido ao tempo limitado e às recentes decisões do Supremo Tribunal Federal (STF). As decisões da Corte vêm restringindo as medidas da CPI, o que tem acelerado votações e a adoção de novas estratégias para evitar bloqueios.
Desafios e novas convocações da CPI
Ministros do STF já dispensaram depoentes convocados e barraram quebras de sigilo aprovadas pela comissão. Além disso, a Corte rejeitou recentemente a prorrogação da CPMI do INSS, aumentando a preocupação dos senadores da CPI do Crime Organizado.
Diante deste cenário, a CPI voltou a aprovar a convocação do ex-presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto. Ele havia obtido um habeas corpus para não comparecer, mas a comissão pretende esclarecer a atuação do BC na fiscalização do Banco Master.
A comissão também reaprovou, de forma individual e com votação nominal, a quebra de sigilo de empresas ligadas ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e a Fabiano Zettel. Esta mudança no formato busca atender às exigências do ministro Flávio Dino, que havia invalidado votações semelhantes.

