O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), negou nesta quinta-feira (11) que tenha uma reunião marcada com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ao ser questionado sobre o possível encontro, Alcolumbre afirmou "não estou sabendo".
A possível reunião foi mencionada na última terça-feira (10) pelo líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP). Segundo Randolfe, os presidentes conversariam pessoalmente após diversos contatos telefônicos considerados produtivos.
O encontro, caso ocorresse, visava reduzir a tensão política entre o Planalto e o Congresso. Interlocutores envolvidos nas articulações indicaram que a pauta incluiria a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).
Contexto político e articulações
A aproximação entre Lula e Alcolumbre ocorre em um momento de pressão sobre Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente. Lulinha é alvo de quebra de sigilo pela CPI do INSS, o que adiciona complexidade ao cenário político.
Além disso, parte da oposição tem se mobilizado para investigar a atuação de ministros do STF no caso Master. Este cenário de tensões eleva a importância de diálogos entre os Poderes para buscar estabilidade.
Aliados relataram que Lula e Alcolumbre já conversaram por telefone na semana passada, conforme noticiado pelo jornal O Globo. Essa ligação foi interpretada como uma primeira tentativa de distensão após a escalada de tensões entre o Executivo e o Legislativo. As declarações públicas do presidente do Senado sobre a relação entre os Poderes abriram caminho para a possibilidade de uma conversa presencial, que Alcolumbre agora nega.

