A Polícia Federal (PF) concluiu, pela segunda vez, que não há provas de que o ex-presidente Jair Bolsonaro interferiu indevidamente na corporação durante seu mandato. A decisão consta em um novo relatório enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (11).
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, havia determinado a reabertura do caso, que foi iniciado após a saída de Sergio Moro do Ministério da Justiça. Na época, Moro alegou ter sofrido pressão de Bolsonaro para trocar cargos de comando da Polícia Federal.
Segundo o delegado Carlos Henrique Pinheiro de Melo, da Diretoria de Inteligência Policial (DIP), as diligências não revelaram informações capazes de justificar imputações penais. O inquérito da Polícia Federal apurou um objeto específico e não encontrou elementos que comprovassem a interferência.
Um dos motivos para a suposta interferência de Bolsonaro na PF seria o receio em relação ao avanço do inquérito das fake news contra aliados do ex-presidente. Durante o primeiro relatório, a PF já havia concluído pela ausência de interferência, e o então procurador-geral da República, Augusto Aras, pediu o arquivamento.
Após receber este relatório complementar, Moraes encaminhou o processo para análise do atual procurador-geral da República, Paulo Gonet. Gonet pode solicitar novas diligências ou requerer o arquivamento definitivo do caso envolvendo Jair Bolsonaro.

