Política

Bia Kicis pede prisão domiciliar para Bolsonaro citando histórico de atleta

A deputada Bia Kicis (PL-DF) pediu que o ex-presidente Jair Bolsonaro cumpra prisão domiciliar, alegando razões humanitárias e seu histórico de atleta antes da facada, após ele sofrer um traumatismo craniano na cela.
Por Redação
Bia Kicis pede prisão domiciliar para Bolsonaro citando histórico de atleta

Deputada federal Bia Kicis (PL-DF) -

Compartilhe:

A deputada federal Bia Kicis (PL-DF) chamou a atenção ao pedir que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) cumpra a pena em prisão domiciliar. A solicitação veio depois que Bolsonaro sofreu um traumatismo craniano leve ao bater a cabeça em um móvel na cela, necessitando de atendimento médico. Kicis usou o histórico de atleta do ex-presidente, anterior ao atentado de 2018, como argumento principal para sua liberação.

A deputada Bia Kicis e o pedido de prisão domiciliar

Na manhã desta quarta-feira, 7 de fevereiro, a parlamentar esteve em frente ao hospital DF Star, em Brasília, no Distrito Federal, onde Bolsonaro realizava exames autorizados pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Em conversa com a imprensa, Bia Kicis defendeu a medida por “razões humanitárias”, enfatizando a necessidade de cuidados para o ex-presidente. Segundo a deputada, mesmo sem estar em uma cela convencional, a situação na Polícia Federal ainda é uma restrição severa.

“Ele era um atleta antes dessa facada, então ele já está pagando um preço muito alto. Que a Michelle possa cuidar dele, seus filhos possam cuidar dele, junto com pessoas que não vão permitir que ele tenha novos problemas que possam até vir a ser fatais,” disse Bia Kicis.

Decisão do ministro Alexandre de Moraes

O ministro Alexandre de Moraes atendeu ao pedido da defesa de Bolsonaro e autorizou o deslocamento do ex-presidente para o hospital particular. A decisão, assinada também nesta quarta-feira, veio após a queda ocorrida na terça-feira, 6 de fevereiro. Bolsonaro, que cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão em regime fechado por tentativa de golpe de Estado, depende de autorização judicial para qualquer saída da prisão, inclusive para consultas médicas. Inicialmente, Moraes havia negado um primeiro pedido da defesa para exames fora da prisão, por considerar que não havia urgência.

O caso de Bolsonaro, agora com problemas de saúde inesperados durante a prisão, reacende o debate sobre as condições carcerárias e o direito a atendimento adequado, especialmente para detentos com histórico de saúde mais frágil. A defesa do ex-presidente e seus aliados continuam buscando alternativas para que ele possa receber cuidados em um ambiente familiar.