O Banco Central do Brasil e o Federal Reserve (Fed) dos Estados Unidos anunciam nesta quarta-feira (18) as novas taxas de juros. As decisões ocorrem em um cenário de incertezas globais, com a Selic atualmente em 15% ao ano e os juros norte-americanos entre 3,50% e 3,75%.
A expectativa do mercado financeiro era de cortes leves, de cerca de 0,25 ponto percentual, nas taxas de juros. No entanto, o ambiente externo aumentou a cautela entre investidores e autoridades monetárias.
Segundo analistas, a escalada de tensões no Oriente Médio, envolvendo Irã e Israel, pressiona os preços do petróleo. Essa instabilidade geopolítica impacta diretamente as decisões de política monetária.
Impacto da tensão no Oriente Médio
O principal ponto de atenção é o Estreito de Ormuz, por onde escoa cerca de 20% do petróleo mundial. A via foi fechada pelo Irã após o início do conflito, o que afetou o mercado internacional de energia.
Em resposta, os Estados Unidos afirmaram ter realizado ataques contra alvos militares iranianos com o objetivo de reabrir a passagem. O presidente Donald Trump declarou que a reabertura do estreito não deve demorar.
A tensão aumentou ainda mais após ataques recentes. Israel matou dois nomes importantes do regime iraniano, e o Irã lançou projéteis que atingiram áreas próximas ao gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.
Diante desse cenário, a instabilidade geopolítica e a alta do petróleo pesam diretamente nas decisões sobre as taxas de juros. A tendência é que tanto o Banco Central brasileiro quanto o Federal Reserve adotem posturas mais cautelosas, avaliando os riscos inflacionários e os impactos do conflito sobre a economia global.

