A Bahia viveu um período de intensa tristeza e preocupação para as forças de segurança, com a perda de três policiais militares em apenas 26 dias, entre janeiro e fevereiro. Outros dois agentes também ficaram feridos em confrontos diretos com criminosos armados, escancarando os perigos enfrentados diariamente por quem veste a farda no estado.
Diante dessa escalada de violência, a Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) agiu rapidamente, prometendo e realizando ações firmes para combater o crime organizado e garantir a proteção de seus profissionais. A secretaria destacou que o combate ao crime é diário e pautado pela legalidade.
Tragédias que marcaram a Bahia
As mortes dos policiais, que eram dedicados ao serviço público, chocaram a população e a corporação. Cada caso tem suas particularidades, mas todos refletem o alto risco da profissão:
- Em Santaluz, morte em perseguição a ladrões de carro: Em 9 de janeiro, o soldado Eduardo César do Nascimento Filho, de 43 anos, lotado em Serrinha, morreu após ser baleado em uma perseguição a suspeitos de roubar um carro na região de Santaluz, na Bahia. Eduardo e seus colegas faziam rondas quando souberam do roubo. Durante a tentativa de abordagem, houve troca de tiros. Um dos suspeitos morreu e outro foi preso por moradores. O soldado foi socorrido, mas não resistiu aos ferimentos no hospital. A ação resultou na apreensão de armas, munições, dinheiro e dois veículos roubados.
- Capitão assassinado na capital: Seis dias depois, em 15 de janeiro, o capitão Osniésio Pereira Salomão, de 37 anos, foi morto a tiros na Avenida Contorno, em Salvador. Ele saía de uma festa particular quando foi atacado. Capitão Osniésio era conhecido por seu trabalho na polícia e também como empresário. Três suspeitos foram identificados: um deles morreu na troca de tiros com o próprio capitão, e os outros dois foram presos dias depois pela Polícia Civil, encerrando as investigações.
- Cabo morre em confrontos no Nordeste de Amaralina: Já entre a noite de 2 de fevereiro e a madrugada do dia 3, o cabo Glauber Rosa Santos, de 42 anos, foi baleado na cabeça e morreu durante operações policiais no Vale das Pedrinhas, em Salvador. Glauber, que entrou na PM em 2009 e tinha dois filhos, foi socorrido, mas não resistiu aos ferimentos. As mesmas operações resultaram na morte de pelo menos oito suspeitos.
Outros policiais feridos e resposta da SSP-BA
Além das mortes, o mesmo período registrou dois policiais feridos em serviço. Um deles, em 11 de janeiro, foi baleado na perna durante uma abordagem em Narandiba, Salvador. O outro, em 23 de janeiro, foi atingido por estilhaços no rosto e na cabeça em um tiroteio na Chapada do Rio Vermelho, também na capital. Felizmente, ambos receberam atendimento e já tiveram alta.
A Secretaria da Segurança Pública da Bahia reforçou que determinou uma ação firme das forças policiais para investigar e responder a essas ocorrências. Segundo a SSP, operações de inteligência e repressão qualificada foram realizadas, resultando na localização dos criminosos e na apreensão de armas, munições e drogas.
“Por fim, a SSP reitera o compromisso do combate diuturno ao crime organizado, com ações pautadas pela legalidade”, afirmou a secretaria em nota.
A SSP-BA também destacou os investimentos contínuos em capacitação e em equipamentos de proteção individual para os policiais. Entre as melhorias, estão a chegada de viaturas semiblindadas, novos coletes balísticos e armamentos mais modernos. A ideia é não só aumentar a segurança dos agentes, mas também fortalecer o combate ao crime, sempre dentro da lei e protegendo a sociedade.

