Política

Augusto Vasconcelos celebra acordo Mercosul-UE e vê ganhos para Bahia

O secretário da Setre, Augusto Vasconcelos, vê com otimismo o acordo Mercosul-União Europeia, destacando as chances de exportação para a Bahia e a chegada de produtos mais baratos.
Por Redação
Augusto Vasconcelos celebra acordo Mercosul-UE e vê ganhos para Bahia

Augusto Vasconcelos, secretário do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte da Bahia -

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O acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, que vem sendo costurado há décadas, é visto com grande otimismo pelo secretário do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte da Bahia (Setre), Augusto Vasconcelos. Ele comemorou o avanço desse entendimento, que pode abrir muitas portas para o estado e para o Brasil no comércio global.

Para Vasconcelos, este tratado não é pouca coisa: ele chamou o acordo de "o maior Acordo Comercial do mundo". O secretário está de olho nas chances que a Bahia terá de exportar mais, aproveitando essa nova fase.

O que a Bahia ganha com o acordo?

A Bahia pode colher muitos frutos desse acordo. O principal benefício é a facilidade de vender seus produtos para os países da União Europeia. "A economia baiana pode se beneficiar, pois amplia possibilidades de exportação com menos barreiras para nossos produtos na União Europeia", explicou o secretário.

O tratado prevê a redução ou até o fim gradual das taxas de importação para a maioria dos produtos. Além disso, cria regras especiais de quantidade para itens mais delicados, como carnes, açúcar e etanol. Mas não para por aí: o mercado europeu também se abre para frutas, café e outros produtos que o Brasil, e a Bahia, produzem.

Essas regras visam encontrar um equilíbrio, dando chances aos exportadores do Mercosul, mas também protegendo os setores europeus que poderiam sentir mais a concorrência. É uma via de mão dupla que busca o desenvolvimento para ambos os lados.

Modernização e produtos mais baratos

As vantagens não param nas exportações. Augusto Vasconcelos também lembrou que o acordo pode ajudar a modernizar a produção aqui na Bahia. Ele destacou que:

"Viabiliza que tenhamos acesso a máquinas, equipamentos e fertilizantes mais baratos vindos da Europa, o que pode aumentar nossa produtividade."

Se isso realmente acontecer, significa que os setores da indústria e da agricultura da Bahia podem ficar mais competitivos, tanto no Brasil quanto lá fora. Com ferramentas melhores e insumos mais em conta, a produção tende a crescer e se aprimorar.

A diplomacia brasileira e as perspectivas futuras

O secretário fez questão de frisar o trabalho da diplomacia brasileira para que o acordo saísse do papel. Ele elogiou a postura do presidente Lula nas negociações:

"O presidente Lula foi muito assertivo nas negociações. Mesmo diante do tarifaço imposto pelos EUA, diversificamos mercados e destravamos esse Acordo que enfrentou resistência de agricultores europeus. Ao final, venceu a força do multilateralismo e da diplomacia."

Mesmo com as boas notícias, Vasconcelos é cauteloso. Ele disse que ainda é cedo para ter uma ideia completa do impacto na geração de empregos e renda. No entanto, o tom geral é de otimismo. "Ainda é cedo para avaliarmos o real impacto na geração de emprego e renda, mas as perspectivas são positivas", afirmou ele.

A expectativa é que, com menos barreiras comerciais e o acesso facilitado a novas tecnologias e produtos, a economia baiana possa se fortalecer, gerando mais oportunidades e crescimento para todos.