Um dos réus no caso do assassinato de Sara Freitas, Weslen Pablo Correia de Jesus, conhecido como "Bispo Zadoque", confessou sua participação no crime nesta terça-feira (24), durante o primeiro dia do júri popular em Dias D'Ávila, na Região Metropolitana de Salvador.
Weslen detalhou a dinâmica da execução da cantora gospel e apontou Ederlan Mariano, marido da vítima, como mandante. A confissão foi um dos momentos mais contundentes do processo, que apura a morte de Sara Freitas.
Segundo o advogado da família da vítima, Rogério Matos, Weslen afirmou que Ederlan mandou matar e afogar o corpo de Sara. O réu explicou toda a sequência dos fatos durante seu depoimento.
Ederlan Mariano, o primeiro réu a ser ouvido, negou novamente qualquer participação no assassinato. Em seu interrogatório, que durou cerca de três horas, ele apresentou sua versão dos fatos, mencionando supostas traições e declarando amor pela vítima.
O crime, que chocou a Bahia, ocorreu em 24 de outubro de 2023, na entrada do povoado Leandrinho, em Dias D'Ávila. De acordo com a denúncia do Ministério Público, Sara foi atraída com um falso convite para um evento religioso e morta com 22 golpes de faca.
Após o assassinato, o corpo da cantora foi ocultado e queimado. As investigações indicam que o trio agiu de forma organizada, com divisão de tarefas, motivado por promessa de recompensa financeira e interesses relacionados à carreira artística de um dos envolvidos.
O júri popular, que teve início com atraso e se estendeu por mais de 12 horas, será retomado às 8h30 desta quarta-feira (25). A expectativa do advogado Rogério Matos é que o julgamento seja concluído até o final da tarde.

