Polícia

Caso Sara Freitas: defesa levanta hipótese de novo envolvido em júri na Bahia

Advogados de um dos réus alegam que um 'ator' participou do planejamento do crime, mas figura apenas como testemunha no processo
Por Redação
Caso Sara Freitas: defesa levanta hipótese de novo envolvido em júri na Bahia
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O júri popular do caso Sara Freitas foi retomado nesta terça-feira (24), no Fórum Criminal de Dias D’Ávila, na Região Metropolitana de Salvador. Durante a sessão, a defesa de um dos acusados levantou a hipótese de que uma outra pessoa, não ré no processo, teria participado do crime.

São julgados Ederlan Santos Mariano, Weslen Pablo Correia de Jesus, conhecido como “Bispo Zadoque”, e Victor Gabriel Oliveira Neves, denunciados pelo feminicídio da cantora gospel. O crime chocou a Bahia e teve grande repercussão nacional.

Segundo Tacio Oliveira, advogado de Victor Gabriel, existem indícios de que um indivíduo participou diretamente do planejamento do crime. Ele afirma que essa pessoa está no processo como testemunha, mas deveria ser acusada.

Lucas Souza, outro advogado de Victor, reforçou o argumento. Ele apontou que o possível participante foi tratado de forma equivocada desde o início das investigações do caso Sara Freitas.

Ministério Público contesta tese da defesa

A tese da defesa, no entanto, é contestada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA). O promotor Audo Rodrigues afirmou que não há qualquer indício da participação de uma nova pessoa no crime.

De acordo com o promotor, todos os envolvidos já foram identificados e denunciados. Ele ressaltou que as provas são robustas sobre os quatro autores do crime, sendo um já condenado.

Gideão, o motorista, já foi condenado pela participação na empreitada criminosa. O julgamento dos outros três réus – o marido da vítima e os dois executores – segue em Dias D’Ávila.