Sete policiais militares denunciados pelo Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) vão a júri popular nesta segunda-feira (27), em Salvador. Eles são acusados pela morte de Geovane Mascarenhas de Santana, ocorrida há 11 anos.
O julgamento acontece no Fórum Ruy Barbosa, a partir das 8h. Os PMs respondem por homicídio qualificado, com agravantes de motivo torpe e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. Além disso, são réus por roubo qualificado e, com exceção de um deles, por ocultação de cadáver.
Os policiais envolvidos são Cláudio Bonfim Borges, Jesimiel da Silva Resende, Daniel Pereira de Sousa Santos, Alan Morais Galiza dos Santos, Alex Santos Caetano, Roberto dos Santos Oliveira e Jailson Gomes Oliveira.
Relembre o caso Geovane Mascarenhas
Segundo a denúncia do MP-BA, o crime ocorreu em 2 de agosto de 2014. Geovane pilotava uma motocicleta quando foi abordado por uma guarnição da Polícia Militar. Ele foi colocado na viatura junto com o veículo e levado até a Rua Luiz Maria.
Ainda de acordo com o Ministério Público, os policiais seguiram para outro ponto, onde o jovem foi assassinado. Após o homicídio, os agentes teriam incendiado o corpo da vítima na tentativa de ocultar o crime e abandonaram os restos mortais no Parque São Bartolomeu. A motocicleta e o celular de Geovane teriam sido levados pelos policiais.
O MP-BA sustenta que os militares agiram de forma deliberada, escolhendo a vítima e impedindo qualquer possibilidade de defesa. O órgão afirma que Geovane foi surpreendido, detido sem justificativa legal e mantido sob custódia antes de ser executado.
O júri popular dos PMs, que ocorre mais de uma década após os fatos, busca dar uma resposta judicial ao caso. Os acusados permanecem à disposição da Justiça.

