A Argentina formalizou sua saída da Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta terça-feira (17), conforme decisão confirmada pelo ministro das Relações Exteriores do país, Pablo Quirno. A medida havia sido anunciada pelo governo do presidente Javier Milei em 5 de fevereiro de 2025.
A decisão de deixar a OMS reflete a postura do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que assinou um decreto para a saída do país da organização em 20 de janeiro de 2025. A saída dos EUA foi oficializada em 22 de janeiro de 2026.
Segundo o ministro Pablo Quirno, a Argentina continuará a cooperar internacionalmente em saúde por meio de acordos bilaterais, buscando preservar sua soberania em políticas de saúde.
Críticas e Motivações da Argentina
Javier Milei foi um crítico das orientações da OMS durante a pandemia de Covid-19, antes mesmo de assumir a presidência. O grupo político do presidente argentino, o A Liberdade Avança, argumentou que a OMS não cumpriu seu propósito durante a pandemia e criou políticas que, segundo eles, comprometeram a soberania nacional argentina.
Em junho de 2024, já sob o mandato de Milei, a Argentina começou a sinalizar sua saída da organização ao não aderir a um tratado pandêmico. O país declarou que não aceitaria acordos que afetassem sua soberania.
Consequências da saída da Argentina da OMS
Um relatório do Conselho Nacional de Pesquisas Científicas e Técnicas (Conicet), principal órgão de pesquisas científicas da Argentina, indica que a saída da OMS pode isolar o país da comunidade científica global. Especialistas também apontam que a medida pode resultar em menor acesso a medicamentos e vacinas.
Além disso, a Argentina pode perder apoio técnico e financeiro, o que a deixaria mais vulnerável a futuras crises de saúde. A OMS, fundada em 1948, coordena esforços internacionais em saúde pública e conta com 194 países membros.

