Política

X limita criação de imagens por IA do Grok para assinantes

O X, antigo Twitter, agora restringe a criação de imagens pelo chatbot Grok apenas a assinantes. A mudança vem após críticas sobre o uso abusivo da IA para manipular fotos, gerando debate sobre a efetividade da medida.
Por Redação
X limita criação de imagens por IA do Grok para assinantes

X, antigo Twitter, gera limitação para geração de imagens do Grok -

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A plataforma de rede social X, que antes era conhecida como Twitter, anunciou uma mudança importante que afeta diretamente seus usuários. A partir desta sexta-feira, 9 de fevereiro, a função de criar ou editar imagens usando o chatbot de inteligência artificial Grok será exclusiva para quem assina os planos pagos da plataforma. Essa decisão vem após uma série de polêmicas e críticas severas.

O Motivo da Restrição: Imagens Abusivas

Por que essa restrição? Acontece que o Grok estava sendo usado de uma forma muito preocupante. Várias denúncias surgiram sobre a IA ser utilizada para gerar imagens abusivas, especialmente de mulheres e crianças. A ferramenta conseguia manipular fotos, mudando roupas e até criando cenas que não existiam, gerando um grande problema de segurança e ética.

Esse tipo de uso indevido da inteligência artificial acendeu um alerta em diversas partes do mundo. Legisladores, tanto da União Europeia quanto do Reino Unido, não demoraram a cobrar uma posição firme do X. Eles exigiram que a plataforma tomasse medidas para conter o problema. O chatbot Grok chegou a “pedir desculpas” pelo ocorrido, mas sem uma validação humana, e a capacidade de criar essas imagens problemáticas persistiu por um tempo.

Críticas à Solução: Virou "Premium", Não Proibido

No entanto, a forma como o X resolveu a questão não agradou a todos. O governo britânico, por exemplo, demonstrou insatisfação. De acordo com a BBC, a medida de restringir a função apenas a pagantes transformou um problema sério em um “recurso premium”.

Isso significa que, em vez de banir de vez a capacidade da IA de manipular fotos de pessoas sem consentimento, a plataforma optou por apenas cobrar por ela, tornando o acesso mais restrito, mas não eliminando o risco.

Muitos veem isso como uma falha em proteger os usuários de forma mais abrangente. Para os usuários brasileiros que desejam acessar essa e outras funcionalidades pagas, os planos do X começam em R$ 28 por mês na versão “Premium” e chegam a R$ 170 mensais na modalidade “Premium +”. A discussão sobre a inteligência artificial e seu uso ético não é nova, mas ganha um novo capítulo com essa decisão do X, mostrando os desafios das plataformas em equilibrar inovação e segurança.

A Posição do X e o Futuro

Em meio às denúncias, o perfil oficial de segurança do X, no dia 4 de janeiro, havia reforçado que a plataforma combate ativamente conteúdos ilegais, incluindo materiais de abuso sexual infantil (CSAM). A empresa afirmou que remove esses conteúdos, suspende permanentemente contas e colabora com autoridades locais e governos quando necessário.

Vale lembrar que o X está sem uma liderança formal desde a saída de Linda Yaccarino do cargo de CEO em julho de 2025. Elon Musk, dono da x.AI (a empresa por trás do Grok e que absorveu o X), é quem tem gerido a rede social, o que coloca a decisão da restrição diretamente sob sua esfera de influência. A movimentação ressalta a complexidade de gerenciar uma plataforma global com ferramentas de IA avançadas e as expectativas de segurança e regulamentação.