O senador Jaques Wagner, do PT da Bahia, elogiou o governador Jerônimo Rodrigues (PT) e defendeu a autonomia do chefe do Executivo estadual na escolha do vice para as próximas eleições. A declaração ocorreu nesta segunda-feira (30), durante agenda em Salvador que contou com a presença do ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Wagner buscou "colocar panos quentes" na discussão sobre o posto de vice-governador. Segundo o senador, Jerônimo Rodrigues é o "comandante do processo, junto com o conselho político", e será o responsável pela decisão final.
A polêmica envolve a possível substituição do atual vice, Geraldo Júnior (MDB), por outro nome, que ainda está em definição. A situação gerou debates dentro da base aliada do governo baiano.
Contexto político na Bahia
Em coletiva de imprensa, o congressista analisou a disputa pelo posto, que se intensifica com a proximidade da janela partidária. Jaques Wagner defendeu o direito do MDB de manter seu quadro, ressaltando a importância do partido na eleição de 2022.
"É evidente que perto do final da janela partidária, chegando perto da eleição, fica o puxa-estica", afirmou o senador. Ele completou que o MDB defende o direito de manter o vice-governador, que foi importante na chapa anterior, mas que a questão "já já isso termina".
A definição do vice-governador é um tema estratégico para a composição da chapa que buscará a reeleição. A decisão final, conforme Wagner, caberá ao governador Jerônimo Rodrigues, em diálogo com o conselho político.

