O vandalismo em semáforos de Salvador gerou um prejuízo de R$ 1,1 milhão aos cofres públicos da cidade em 2025. Os danos ocorrem principalmente devido a tentativas de furto de cabos de cobre, que comprometem o funcionamento dos dispositivos e afetam a mobilidade urbana.
A maioria dos casos de vandalismo semáforos Salvador é registrada durante a madrugada, com maior incidência no Centro da cidade e em avenidas de grande fluxo. Os criminosos danificam outros equipamentos ao tentar retirar a fiação, causando interrupções no trânsito.
Segundo a Superintendência de Trânsito de Salvador (Transalvador), o valor gasto com reparos de semáforos vandalizados superou R$ 1 milhão por ano desde 2022. Apesar de uma redução no prejuízo entre 2022 e 2025, o montante ainda é considerado alto pela autarquia.
Impacto na segurança e mobilidade
O superintendente da Transalvador, Diego Brito, afirmou que o furto de cabos vai além do prejuízo financeiro. Para ele, o crime representa um "atentado contra a vida e a mobilidade de milhares de cidadãos", criando pontos de insegurança imediata, especialmente para pedestres e motociclistas.
Técnicos da Transalvador explicam que os cabos são instalados em dutos a 40 centímetros de profundidade e cobertos com concreto. Mesmo assim, os vândalos escavam para furtar a fiação. Há registros de criminosos que observam a montagem dos equipamentos e retornam após a saída das equipes para cometer o furto.
Quando o dano é parcial, o conserto pode levar até três horas. Em casos de dano total, o tempo para normalização pode chegar a 48 horas, exigindo a mobilização de caminhão, troca de peças e o trabalho de cerca de oito profissionais. Em locais com fiação aérea, os criminosos utilizam ferramentas para cortar os cabos.
Áreas mais afetadas e canais de denúncia
As regiões mais afetadas pelo vandalismo semáforos Salvador incluem avenidas do Centro, como Joana Angélica, Sete de Setembro e J.J. Seabra (Barroquinha). Vias com muitos semáforos, como as avenidas Silveira Martins (Cabula), Barros Reis (Rótula do Abacaxi), Afrânio Peixoto (Suburbana) e Dorival Caymmi (Itapuã), também registram alta incidência.
Câmeras de segurança auxiliam no monitoramento, mas não têm inibido a ação dos vândalos. O superintendente Diego Brito pediu a colaboração da população para denunciar movimentações suspeitas, reforçando que "cada cabo levado representa um transtorno direto no dia a dia de quem precisa se deslocar pela nossa cidade".
Para identificar semáforos com defeito, a população pode acionar a Transalvador pelo telefone 156 ou pelo aplicativo NOA Cidadão. Em caso de flagrante de tentativas de furto de cabos, o contato deve ser feito com a Guarda Civil Municipal, via WhatsApp (71) 99623-4955, ou com a Polícia Militar, pelo 190.

