A Federação União Progressista, que reúne o União Brasil e o Progressistas (PP), está traçando um caminho diferente para as próximas eleições presidenciais. Tudo indica que a chapa não vai apoiar o senador Flávio Bolsonaro (PL) na corrida pelo Palácio do Planalto.
Em vez de endossar o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, a federação já começou a considerar outras opções. Uma delas é apoiar abertamente a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No entanto, o cenário mais provável, conforme apurado pelo Portal A TARDE, é que os partidos deixem seus membros à vontade, sem a imposição de um nome específico para apoiar.
Rachas internos e o cenário político
Essa postura da União Progressista não é isolada; ela reflete uma série de problemas regionais que os partidos vêm enfrentando. Há muita insatisfação entre parlamentares em diversos estados, e alguns já anunciaram que pretendem deixar as legendas.
De acordo com um levantamento feito pelo jornal O Globo, as brigas e desentendimentos nas bases estaduais podem levar a desfiliações importantes em lugares como Bahia, Pernambuco, Paraná, Alagoas e Paraíba. Além disso, há impasses no Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Amazonas. Essas tensões enfraquecem a unidade da federação e tornam um apoio unificado a qualquer candidato presidencial mais difícil.
O fator Tarcísio e o silêncio dos líderes
O cenário atual ainda pode mudar caso o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), decida entrar na disputa pela presidência. Tarcísio tinha desanimado com a ideia de se candidatar depois que Flávio Bolsonaro lançou seu nome, mas uma mudança de planos por parte dele poderia alterar o tabuleiro político.
A reportagem buscou contato com os presidentes do União Brasil, Antônio Rueda, e do PP, Ciro Nogueira, para que eles comentassem o assunto. Até o momento, não houve resposta. O espaço segue aberto para que eles se manifestem.
Para que a Federação União Progressista esteja apta a participar das eleições com essa configuração, os partidos já entregaram o pedido ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A solicitação precisa ser aceita até seis meses antes do dia da eleição, que está marcada para 4 de outubro.

